A prática teria causado prejuízos ao sistema bancário e permitido ganhos ilícitos aos investigados.
Uma ação integrada das forças de segurança de São Paulo deflagrou nesta quinta-feira (16) a Operação Fictus, que investiga uma organização criminosa suspeita de aplicar fraudes bancárias por meio de falsas comunicações de crimes e contestação indevida de transferências via Pix.
A operação reúne a Polícia Militar do Estado de São Paulo, por meio do Comando de Policiamento do Interior 9 (CPI-9), a Polícia Civil, por meio do Departamento de Polícia Judiciária do Interior – 9 (Deinter-9), além do apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Piracicaba.
Ao todo, estão sendo cumpridos 44 mandados de busca e apreensão (42 em Limeira, 1 em Araras e 1 em Campinas), expedidos pelo Juízo das Garantias de Piracicaba.
Segundo as investigações, os suspeitos registravam boletins de ocorrência falsos, principalmente de roubos que nunca aconteceram. Após o registro fraudulento, utilizavam os documentos para contestar transferências realizadas via Pix e solicitar o estorno dos valores junto às instituições financeiras.
A prática teria causado prejuízos ao sistema bancário e permitido ganhos ilícitos aos investigados.
Entre os crimes apurados estão falsa comunicação de crime e estelionato.
De acordo com as autoridades, os registros falsos também afetavam diretamente os indicadores criminais da região, provocando aumento artificial nos índices de roubo.
Esse tipo de fraude compromete o planejamento operacional das forças policiais, já que a distribuição do efetivo é baseada em análises estatísticas. Com dados distorcidos, equipes podem ser deslocadas para áreas onde os crimes não ocorreram, enquanto regiões com demanda real ficam sem reforço adequado.
As corporações destacaram a importância da atuação conjunta no combate ao crime organizado e reforçaram que a falsa comunicação de ocorrências é crime, além de causar prejuízos à eficiência do serviço público e ao uso correto dos recursos de segurança.
O comandante do CPI-9, coronel PM Cleotheos Sabino de Souza Filho, ressaltou o compromisso das instituições no enfrentamento a fraudes que impactam tanto a economia quanto a segurança da população.



