Paciente vence a Covid-19 e ganha homenagem da PM em hospital de SP

Maria Lucia de Souza Nascimento, de 56 anos, relatou ao que passou por uma longa recuperação no hospital, em Santos, no litoral paulista.

Por Leticia Gomes, G1 Santos

Após ficar quase três meses internada por conta da Covid-19, Maria Lucia de Souza Nascimento, de 56 anos, venceu a doença e teve alta em um hospital de Santos, no litoral de São Paulo. A saída da paciente contou com homenagem da banda da Polícia Militar e da equipe médica.

Ela relatou na sexta-feira (114), que passou por momentos difíceis na recuperação. “O que me contam é que diziam que eu não tinha chance nenhuma, e por Deus eu estou aqui. Só tenho a agradecer”.

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A alta, que aconteceu na quinta-feira (13), contou com uma homenagem emocionante e muita música (veja vídeo acima). Moradora de Guarujá, Maria estava desde maio no hospital, passou 47 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e depois foi para a enfermaria. Ela conta que ter testado positivo para a doença foi uma surpresa, e que não esperava que ela fosse se agravar.

“Não sabia que seria tão grave. Tive cansaço, falta de ar, perdi paladar, olfato, fiz exames que deram negativo em São Paulo e depois de alguns dias fiquei internada. Poucos dias depois, fui entubada. Não lembro de muita coisa, mas foi grave e passei por uma recuperação difícil”, relembra Maria Lucia.

Apesar do momento difícil, a paciente relembra os cuidados que a equipe médica do Hospital Santo Expedito teve com ela. “Muito agradecida à equipe do hospital, porque graças a Deus e a eles eu estou aqui”, comemora. O processo contou com muito esforço da paciente, que passou por semanas de recuperação após o período na UTI.

Maria relata, ainda, que ficar longe dos familiares foi difícil, já que há uma série de cuidados. Apesar da distância, ela conta que sabia que todos formavam um ‘batalhão de orações’ e diz que foi emocionante reencontrar todos no momento da homenagem.

A festa após a recuperação trouxe a banda da Polícia Militar até o Hospital Santo Expedito, já que o esposo da paciente faz parte da corporação. Maria relata que receber a banda e estar junto com a equipe que a auxiliou foi bastante especial.

Já em casa, ela reforça que todos os cuidados são essenciais, mesmo que exista uma flexibilização. “Meu esposo e filho também foram contaminados, mas não tiveram um caso tão grave como o meu. Temos que ter cuidado, seguir com higiene. Eu me cuidei e mesmo assim fui infectada, então, o cuidado deve ser grande”, finaliza.