Pais conhecem filha que nasceu enquanto eles estavam intubados por Covid em hospital

Fernando e Mariana estavam intubados quando a pequena Manuela nasceu. A bebê também teve coronavírus e precisou ficar intubada, mas teve alta antes dos pais, em Sete Lagoas, na Região Central de Minas.

“Pesadelo acabou, foi a maior emoção das nossas vidas”. Foi assim que o analista de sistema Fernando Almeida da Silva Junior, de 36 anos, contou a emoção dele e da mulher ao conhecerem a filha 40 dias depois do nascimento, em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais.

Ele e a advogada Mariana Colares Almeida, de 35 anos, estavam intubados com Covid-19 quando a pequena Manuela nasceu, no dia 25 de março, em um hospital de Sete Lagoas.

Fernando pôde carregar a filha nos braços pela primeira vez somente na última quinta-feira (22). Já nesta quarta-feira (28), a mãe conheceu sua bebê (veja o vídeo acima). Manuela é a primeira filha do casal. “A emoção foi grande. Foi um milagre. Na verdade, foram três milagres. Não dá para explicar a sensação sem chorar” , disse ele.

O pesadelo começou na família quando o analista de sistemas foi internado com coronavírus no 17 de março. Quando o teste do marido deu positivo, Mariana, grávida de 30 semanas, resolveu ir para a casa dos pais. Fernando estava assintomático, mas, com o passar dos dias, os sintomas apareceram e foram piorando.

No dia 18 de março, ele precisou ser intubado. Dias depois, Mariana testou positivo para o coronavírus e também foi internada, grávida de 31 semanas. No dia 25 de março, ela precisou passar por uma cesariana de urgência e, logo após o parto, foi intubada. Não chegou a conhecer a filha.

A pequena Manuela nasceu com 1 quilo e 700 gramas e também estava com Covid-19. A bebê ficou internada e precisou ser intubada. “Nós três intubados ao mesmo tempo, internados em um hospital, sem expectativa do que poderia acontecer. Eu não sabia do parto antecipado, muito menos que elas estavam nesta situação crítica”, contou Fernando.

filha teve alta no dia 10 de abril e ficou sob os cuidados dos avós maternos e paternos, que tiveram de equilibrar a emoção de receber a netinha com a preocupação com a situação de Fernando e Mariana, ainda internados.

Fernando foi se recuperando e voltou para a casa no dia 22 de abril, quando soube de tudo o que havia acontecido. “Eu só chorava e agradecia a Deus pela Manuela e pedia a Ele para curar a Mari, que ainda estava internada”, disse.

As orações da família foram atendidas. “Imagina a emoção de uma mãe ao carregar a filha tão sonhada depois de 40 dias de nascida. Maior emoção das vidas, nós três aqui, juntos. Manuela significa “Deus está conosco” e Ele estava o tempo todo com a gente”, contou Fernando.

Mariana ainda está com dificuldades para falar devido à traqueostomia. Segundo a família, Manuela está se recuperando bem e, atualmente, pesa 2 quilos e 400 gramas. “A comoção na cidade foi grande. Pessoas de todas as religiões orando para que conseguissem se curar e voltar para casa. Só temos que agradecer, agora a família está reunida”, comemorou o pai de Manuela.

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ÁGIL DPVAT