Pandemia “deixará cicatriz” na saúde mental das pessoas, diz psiquiatra

Márcio Bernik afirmou que será necessário mais investimento para tratar aumento de pacientes com transtorno como ansiedade e depressão.

A pandemia da Covid-19 trouxe um aumento global em distúrbios de ansiedade e depressão, de acordo com estudo publicado na revista científica The Lancet. Em entrevista à CNN Rádio, o psiquiatra Márcio Bernik disse acreditar que o período crítico do coronavírus “vai deixar uma cicatriz” na saúde mental das pessoas.

Mesmo assim, o psiquiatra, que também é coordenador do Programa de Ansiedade do Instituto de Psiquiatra da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), avalia que a normalização das atividades – como as aulas presenciais – “vai tirar o fator estressante do isolamento social.”

“Mas dependendo da vulnerabilidade emocional de cada um, os quadros de depressão e ansiedade podem começar com um evento estressante, com remissão total, ou se tornar doenças crônicas sem desencadeante claro”, explicou.

Na visão de Bernik, estaremos em um patamar maior de necessidade de atendimento para os pacientes.

“Não acho que quem é responsável por saúde pública percebeu que não vai conseguir cuidar sem investimento em equipamento, como ambulatórios, para as pessoas se tratarem. Precisamos de mais investimentos.”

O psiquiatra disse também que a pandemia trouxe “múltiplos fatores” que desencadearam os distúrbios mentais:

“Casos de ansiedade e depressão tiveram aumento pelo isolamento social, nos jovens, e medo de adoecer, insegurança financeira, foi o cenário perfeito para que essas patologias ligadas a stress psicossocial tivessem aumento de casos novos.”

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