Paracetamol: Dosagens erradas do fármaco podem causar hepatite medicamentosa e até a morte em crianças

Por isso, é essencial seguir as recomendações da bula e as orientações dos profissionais de saúde.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou, na última semana, uma nota sobre os riscos do erro de dosagem de paracetamol em bebês e crianças. Quando este tipo de analgésico e antitérmico — vendido sem receita para o alívio de febres e dores — é usado de forma inadequada, ele pode desencadear eventos adversos graves, como hepatite medicamentosa e, em casos extremos, óbito.

Conforme divulgou a Anvisa, “dosagens incorretas do medicamento [paracetamol] podem resultar em eventos adversos graves, incluindo hepatite medicamentosa e até mesmo morte. Para evitar este problema, é importante que as recomendações descritas na bula sobre a dose máxima diária e o intervalo entre as doses sejam seguidas corretamente e de acordo com a orientação para cada faixa etária”.

Riscos do remédio, segundo a Anvisa

Vale lembrar que o uso de qualquer medicamento, sem a orientação adequada, pode causar efeitos indesejados e, potencialmente, graves. Dessa forma, “é fundamental que o produto seja utilizado de forma correta, seguindo as recomendações da bula e as orientações dos profissionais de saúde”, ressalta a Anvisa. A regra é a mesma para todos os remédios.

A dosagem diária e o respeito entre os intervalos das doses para cada faixa etária e peso da criança são as indicações que mais merecem atenção e rigor. O aumento de casos de reações adversas de pessoas que não seguiram a prescrição fez com que a agência divulgasse a nota.

Inclusive, os profissionais de saúde e pessoas em geral devem notificar a Anvisa em casos de reações indesejadas, após o uso do medicamento. A ocorrência de quaisquer eventos, incluindo erros de administração, utilizando paracetamol e outros medicamentos, deve ser feita no sistema VigiMed.

Dosagens adequadas do paracetamol

É de suma importância consultar a tabela presente na bula e utilizar a seringa dosadora ou copo medidor que acompanha o produto. Isso porque “existem diferentes formulações líquidas do paracetamol, que podem ser encontradas em farmácias e drogarias. As diferenças dessas formulações pediátricas estão relacionadas à concentração e à dose a ser administrada”, lembra a Anvisa.

Entenda a diferença entre os usos para cada faixa etária, de forma geral:

  • Paracetamol para bebês: é usado em uma suspensão oral, com concentração de 100 mg/mL. Neste caso, o produto, normalmente, vem acompanhado uma seringa dosadora;
  • Paracetamol para crianças: é uma suspensão oral com concentração de 32 mg/mL, acompanhada de um copinho medidor.

Mais estudos sobre a medicação

Em adultos, pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, observaram que o paracetamol pode aumentar a assunção de riscos. O estudo publicado na revista científica Social Cognitive and Affective Neuroscience.

Em outras palavras, esse indivíduos podem sentir menos emoções negativas, quando consideram atividades arriscadas. No entanto, tal efeito precisa ser melhor analisado em novos estudos.

Fonte: Anvisa      

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