Pastor acusado de abusar de criança é condenado a 14 anos de prisão

Segundo investigação, família da vítima frequentava igreja onde religioso atuava. Réu tem outras duas condenações por estupro e violência sexual e está preso desde 2019.

A Justiça de Santa Bárbara d’Oeste (SP) condenou a 14 anos de prisão, em regime inicial fechado, um pastor evangélico acusado de abusar sexualmente de uma garota de 6 anos de idade.

Segundo a ação, o religioso tem outras duas condenações por estupro de vulnerável e violência sexual e está preso desde 2019.

De acordo com a denúncia que levou à nova condenação, proferida nesta terça-feira (3), não foi determinada data específica da prática do crime, mas ele ocorreu antes de 1º de junho de 2007, em Santa Bárbara.

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A investigação apontou que Juvêncio Faustino dos Santos Filho era pastor evangélico de uma igreja frequentada pela família da vítima e que sua mulher trabalhava cuidando da bisavó da criança, que teve AVC.

O crime teria ocorrido quando a garota foi à casa do religioso para brincar com sua filha, onde passou a noite. A vítima denunciou o abuso para uma amiga de sua mãe. A mulher relatou em depoimento que inicialmente pensou que era “coisa de criança”, mas acabou ficando preocupada e contou à mãe da menina.

A denúncia foi recebida pela Justiça em 19 de outubro de 2011. Em sua decisão, a juíza da 1ª Vara Criminal de Santa Bárbara d’Oeste, Camilla Marcela Ferrari Arcaro, afirma que as provas foram produzidas pelo boletim de ocorrência, laudo psicológico e prova oral colhida.

Em depoimento judicial, a vítima relatou detalhadamente como o pastor agiu enquanto passava a noite na casa dele, mas que não entendia o que estava acontecendo, e que, ao contar o caso para a amiga da mãe, ela disse que ele era atencioso e que não era para ela se preocupar com aquilo.

Já a mãe da vítima relatou que a vítima passou por tratamento psicológico por um tempo após o caso.

“Conforme se verifica do conjunto probatório, não existe a menor dúvida que o réu cometeu os fatos descritos na denúncia. Os depoimentos da vítima e das testemunhas envolvidas no caso são ricos em detalhes, coerentes e uníssonos, e todos descrevem a narrativa da vítima como espontânea e sincera, inclusive o psicólogo”, avalia a magistrada na sentença.

Para ela, não há indícios de que a vítima ou testemunhas mentiram para prejudicar Santos Filhos ou que a garota esteja influenciada por outro motivo para fazer a denúncia.

A juíza também cita as outras duas condenações do pastor. “Conquanto sejam condenações posteriores, que não servem para caracterizar reincidência ou maus antecedentes, são suficientes para demonstrar sua periculosidade, revelada pela lascívia direcionada à criança e adolescente”, completa.