Pecuaristas sofrem prejuízos com a proibição nas exportações de carne bovina para China

Processamento de carne bovina em frigorífico da Marfrig 07/10/2011 REUTERS/Paulo Whitaker

Enquanto as vendas não forem retomadas, a estimativa é de queda no preço do boi e alta nos custos adicionais, como o confinamento.

Após dois casos atípicos de “mal da vaca louca” surgirem no Brasil, nesta segunda-feira, 4, o país completou um mês da proibição nas exportações de carne bovina para China.

De acordo com o professor de economia da Universidade Federal de São Paulo (USP), Celso Grisi, o mercado chinês pode em breve atingir seu nível mais baixo, contudo, até o momento, ainda não há uma previsão oficial de quando a China retomará as importações do produto.

Grisi ainda prevê que “há uma recessão na economia da China nesse momento. Queda no crescimento implica queda da demanda e os estoques chineses devem durar mais alguns dias. Acredito que em pouco mais de 20 dias o país asiático deve dar uma resposta e retomar as exportações de carne bovina”, afirma.

“Enquanto não retomarmos as vendas, haverá queda no preço do boi e isso atinge o pecuarista, que vem tendo custos adicionais, como o confinamento. Quanto maior o silêncio na China, maior será a queda nos preços, que vai beneficiar os chineses, que vão comprar mais barato. Acho que a pecuária vai trabalhar com prejuízos este mês”, afirma.

Além disso, Grisi afirma que os pecuaristas brasileiros ficam prejudicados por conta da suspensão das compras que acabam funcionando como uma estratégia de mercado.

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ÁGIL DPVAT