Pedro Guimarães pede demissão após denúncias de assédio sexual na Caixa Econômica Federal

Presidente-executivo da Caica Econômica Federal, Pedro Guimarães 27/03/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino
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Ele foi denunciado por funcionárias da Caixa por assédio sexual em viagens.

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, oficializou seu pedido de demissão após denúncias de assédio sexual que teria cometido contra funcionárias do banco. A saída foi anunciada em carta aberta nesta quarta-feira (29) sob pressão do centrão ao presidente Jair Bolsonaro (PL) pela demissão.

“Minha esposa, meus dois filhos, meu casamento de 18 anos e eu fomos atingidos por acusações feitas antes que se possa contrapor um mínimo de argumentos de defesa. É uma situação cruel, injusta, desigual e que será corrigida na hora certa com a força da verdade”, disse Guimarães em seu comunicado de demissão. 

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Ainda em seu anúncio, Pedro diz que decide se afastar de suas funções para “não prejudicar a instituição ou o governo sendo um alvo para o rancor político em um ano eleitoral”. Segundo ele, as acusações não são verdadeiras e não refletem a sua postura profissional e nem pessoal.

Na última terça-feira, o site Metrópoles divulgou relatos de mulheres sobre momentos de assédio durante o trabalho. As vítimas teriam contado que os assédios aconteciam, principalmente, durante viagens do programa Caixa Mais Brasil, criado por Guimarães para descentralizar a gestão. Desde janeiro de 2019, foram feitas mais de 140 viagens.

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