Pesquisa aponta que 75% dos brasileiros sentem segurança com avanço da vacinação

Estudo também mostrou hábitos que se manterão no pós-pandemia de Covid-19, e os desejos da população com a retomada das atividades.

Pesquisa do Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), encomendada pela Pfizer, concluiu que 75% das pessoas sentem muita segurança com o avanço da vacinação. Neste dado, estão incluídas todas as vacinas aplicadas no Brasil. Já 20% disseram se sentir muito inseguras e 5% não souberam responder.

Ainda assim, mesmo com a campanha de imunização, 86% das pessoas afirmaram que tem “muito” ou “um pouco de medo” de uma nova onda de Covid-19 no país. Foram ouvidas 2 mil pessoas de forma remota, entre os dias 19 a 29 de outubro.

O estudo também revelou as sensações das pessoas com a ampliação da vacinação. O sentimento é de esperança para 29% dos entrevistados, otimismo para 24% e alívio para 16%. Ou seja, para 69% dos entrevistados o sentimento é positivo em relação à vacina.

Quantos aos hábitos que se manterão no pós-pandemia, 58% disseram que vão manter o uso do álcool em gel; 55% informaram a intenção de continuar lavando as mãos constantemente; 40% responderam que continuarão, mesmo que eventualmente, usando as máscaras de proteção facial e 31% disseram que vão evitar aglomerações e contatos físicos desnecessários.

E com o processo de retomada das atividades em curso, sendo possível devido ao avanço da imunização contra a Covid-19, as pessoas também responderam sobre quais atividades pretendem resgatar quando a pandemia do coronavírus acabar.

Em primeiro lugar, com 40% das respostas, apareceram a vontade de ter encontros mais frequentes com a família e/ou amigos e o desejo de frequentar espaços fechados, como shoppings, cinemas, teatros, academias, restaurantes e igrejas sem preocupação.

Na sequência, com 35%, as pessoas disseram ansiar por frequentar espaços abertos como praças, parques e praias; 32% responderam que desejam viajar; ir a eventos como shows, festas e estádios apareceu como desejável por 23% das pessoas; 18% citaram cursos presenciais e 16% o trabalho presencial. Já 15% informaram que voltaram a realizar todas essas atividades normalmente.

Impacto das fake news

Os pesquisadores também quiseram saber qual é a percepção das pessoas em relação às dificuldades de adesão à campanha de vacinação com a propagação das fake news. Para 72% dos entrevistados, as informações falsas viralizadas na internet atrapalham o ritmo de imunização. Já 18% acreditam que impacto só um pouco e 7% disseram que não atrapalha em nada.

Questionadas em relação ao que costumam fazer quando recebem uma informação sobre vacinação contra Covid-19 sem ter certeza se é verdadeira ou não, 46% das pessoas disseram que só compartilham as informações após checarem a veracidade em jornais, sites, com médicos ou com outros profissionais de saúde.

Já 49% responderam não compartilhar as informações, mesmo sabendo que são verdadeiras, por não terem o hábito de verificar a veracidade do que recebem.

Carteira de vacinação

Segundo a pesquisa, a vacinação contra a Covid-19 fez reacender o tema sobre a importância de manter a carteira de vacinação atualizada.

A grande maioria dos respondentes, 91%, disseram que vão checar a carteira de vacinação para ver se há necessidade de tomar outras vacinas recomendadas para sua faixa etária. Deste grupo, a vacina da gripe é a mais citada, com 45%, seguidos por Hepatite A e B e febre amarela, cada um com 23% das menções.

Ainda sobre a carteira de vacinação, 9% informaram que não pretendem atualizá-la, 40% disseram que a carteira já está atualizada; 21% informaram terem tomado todas as vacinas na infância e pensam ser o suficiente; 14% não enxergam motivos para se vacinar; 6% não acredita na eficácia dos imunizantes; 5% afirmaram terem medo das reações adversas; 7% citaram outros motivos (sem especificar quais) e 7% não souberam ou não quiseram responder às perguntas.

Fonte: CNN Brasil

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