Pesquisa da UFMG aponta que usuários de maconha têm pior desempenho nas universidades

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Estudo também mostra que alunos de classes A e B têm 120% mais chances de consumir a droga.

Por Thais Pimentel, G1 MG — Belo Horizonte

Um estudo feito na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mostra que universitários que fumam maconha têm mais dificuldade em ser aprovados em todas as disciplinas do que os outros estudantes.

Segundo a tese do economista e professor Álvaro Alberto Ferreira Mendes Junior, 66,1% dos não usuários passaram direto em todas as matérias. Este número cai para 50,7% entre aqueles que fumam maconha.

Os dados ser basearam em entrevistas feitas em 2009 com 12.711 estudantes de 100 universidades públicas e privadas. A pesquisa também usa estudos feitos pela Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad), do Ministério da Justiça.

“Há uma deficiência de pesquisas capazes de dialogar com questões importantes para o país como é o caso do uso de drogas, seja na área da saúde, seja na área criminal”, disse o pesquisador.

O estudo mostra ainda que a demanda pelo consumo da maconha é maior entre os universitários de alta renda. “A maconha pode ser classificada como um bem normal. Um bem normal é aquele que é adquirido de acordo com a renda”, falou Álvaro.

Segundo ele, alunos que pertencem às classes A e B têm 120% mais chances de consumir a droga. Porém, 10% dos estudantes de baixa renda apresentam alto risco de dependência. Este número cai para 3,1% entre os universitários de classe alta. “Isso pode ser explicado pela maior vulnerabilidade social”, disse o professor.

Para chegar a estes dados, o professor utilizou informações sobre as classes sociais dos estudantes através do Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB), realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (ABEP).


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