Pesquisa da UFSCar avalia velocidade da caminhada de idosos e revela risco de incapacidade

Avaliação simples e rápida pode prevenir problemas futuros. Tratamento precoce ajuda a reverter situação.

Avaliar a velocidade de caminhada é uma forma rápida, fácil e acessível de identificar risco de incapacidade funcional em pessoas idosas, apontou pesquisa desenvolvida Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

A incapacidade funcional pode impedir uma vida independente, aumentar o risco de quedas, hospitalização e, até mesmo, morte. De acordo com o estudo, feito em pareceria com a University College London (UCL), do Reino Unido, uma avaliação simples e rápida pode prevenir problemas futuros. O tratamento precoce ajuda a reverter essa situação.

Pesquisa da UFSCar avalia velocidade da caminhada de idosos e revela risco de incapacidade — Foto: Rodrigo Sargaço/EPTV

Avaliação

Além dos acidentes e traumas, o envelhecimento também é responsável pela chegada de algumas doenças, por isso é importante ficar atento. Uma forma de acompanhar a saúde dos idosos é fazer a avaliação de fragilidades.

Nela o profissional da saúde percebe se o idoso perdeu peso, se sente exaustão, se tem perdido a força muscular, se está mais lento e se tem diminuído o nível de atividade física.

Se aparecer até duas dessas características, o idoso é considerado pré-frágil. Três ou mais é considerado frágil, o que aumenta e muito a chance de ele se tornar incapaz.

“A fragilidade é uma síndrome clínica que tem sinais e sintomas, e eu preciso avaliar para saber se esse indivíduo tem uma vulnerabilidade para desenvolver um desfecho negativo”, disse o professor Tiago da Silva Alexandre, do Departamento de Gerontologia da UFSCar.

Pesquisa feita pela UFSCar avaliou 1,5 mil pessoas durante 12 anos — Foto: Rodrigo Sargaço/EPTV

Pesquisa

A pesquisa feita pela UFSCar avaliou 1,5 mil pessoas durante 12 anos. Nenhuma delas tinha nenhum tipo de fragilidade.

O que se descobriu ao longo do tempo é que todos os idosos que desenvolveram algum tipo de incapacidade tiveram comprometimento na avaliação do caminhar.

“Eu posso usar um único instrumento de avaliação fácil, rápido e barato que permite que eu consiga identificar precocemente o risco desse indivíduo idoso de se incapacitar. Como eu consigo fazer isso em qualquer lugar (consultório, clínica, hospital), eu tenho um baixo custo e uma alta efetividade de identificação precoce de risco de incapacidade”, explicou o professor do Departamento de Gerontologia.

Segundo a doutora Dayane Capra de Oliveira, do programa de fisioterapia da UFSCar, com esse tipo de avaliação simples e rápida, um profissional da saúde já consegue identificar se tem algo errado com o paciente.

“Nós avaliamos a velocidade dessa caminhada, se ele consegue fazer a passagem adequadamente, se sente alguma instabilidade, se é seguro para caminhar, observa a flexão do joelho, se é feita corretamente, e o tempo que ele leva para percorrer a distancia que os profissionais utilizam”, disse.

Para quem convive diariamente com idosos, observar a forma como eles andam em casa pode ajudar a retardar problemas futuros. Se foi percebida uma redução na velocidade de caminhada, é importante procurar um especialista em gerontologia para uma avaliação.

“Para que a gente intervenha rápido com suporte nutricional, suporte medico, de exercícios pelo fisioterapeuta e educador físico. Então você consegue com esta identificação precoce investigar o porque dessa velocidade estar mais lenta e intervir para que ele não venha a ficar dependente no futuro”, ressaltou o professor Silva Alexandre.

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