Pesquisadores da USP criam aparelho para combater lesões por esforços repetitivos

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Aparelho desenvolvido no Instituto de Física de São Carlos (IFSC) foi aprovado pela Anvisa e deve ser lançado ainda em 2022.

Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um equipamento portátil para combater lesões causadas por esforços repetitivos. O aparelho foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e deve ser lançado ainda em 2022.

Equipamento

De acordo com a pesquisadora Ana Carolina Negraes Canelada, o equipamento faz a aplicação combinada e simultânea de laser com ‘liberação miofascial’ para combater as lesões musculares causadas pelo esforço repetitivo.

“Este equipamento é composto por duas esferas e um laser, que têm ações complementares quando aplicadas nas áreas lesionadas. Os músculos são encapados por membranas chamadas fáscias musculares e as lesões ocorrem quando elas se grudam nos músculos, impedindo que estes executem os movimentos, provocando uma incapacidade de movimentação. A ação das esferas, que é deslizante, provoca a liberação dessas fáscias, enquanto o laser tem uma ação analgésica e anti-inflamatória”, explica Ana Carolina.

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Esforço repetitivo

A maior parte das lesões causadas por esforço repetitivo são adquiridas na vida profissional, sobretudo, nas ocupações em que a variedade de movimentos físicos é menos frequente. É um problema mais comum em mulheres e pessoas com a idade entre 40 e 50 anos. As principais lesões causadas pelo esforço repetitivo são:

  • Cervicalgia (dor cervical)
  • Tendinite do ombro
  • Epicondilite lateral e medial (antebraço)
  • Túnel do carpo e nervo mediano (mãos)
  • Pontos de gatilho (pequenos nódulos nos músculos)

O estudo avaliou cinco pacientes com patologias diferentes com sessões de aplicações do equipamento de 15 minutos, duas vezes por semana, ao longo de dez sessões. O resultado das análises constatou a diminuição da dor em 70% e a recuperação dos movimentos. Os resultados da pesquisa foram apresentados em um artigo científico publicado na revista internacional “Journal of Novel Physiotherapies”.

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