Pesquisadores da USP criam portal com conteúdo voltado à pessoa com deficiência

Diferencial do D+ Informação é a veracidade das informações, baseadas em evidências científicas e em linguagem acessível.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram o portal D+ Informação, um espaço de apoio a pessoas com deficiência e para disseminar informações de confiança, com clareza e baseadas em evidências científicas.

No endereço eletrônico, é possível encontrar materiais educativos, reunião de textos sobre leis e direitos, relatos de experiência, artigos de pesquisas, notícias de interesse da comunidade, entre outros. Mais do que informação, o portal oferece acolhimento.

A iniciativa foi criada por pesquisadores do Núcleo de Pesquisa e Atenção em Reabilitação Neuropsicomotora (Neurorehab), da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP. “Temos como objetivo promover a autonomia, o empoderamento e participação das pessoas com deficiência na sociedade”, explica Michel Marcossi Cintra, mestrando da EERP e um dos autores do projeto, ao Jornal da USP.

Ferramentas virtuais

O diferencial do D+ Informação é a veracidade das informações compartilhadas, baseadas em evidências científicas, porém em uma linguagem acessível a todos. Desde 2014, o Neurorehab desenvolve ferramentas virtuais para troca de experiências e apoio a pessoas com deficiência. Uma delas é uma rede social virtual, chamada de D+ Eficiência, em parceria com outras universidades (UFPA, UFOPA, UFMG e TU Dortmund).

“Nesse sentido, os cientistas da USP se mobilizam para a implementação de tecnologias, por meio de ações educativas nas mídias sociais digitais, para informar e empoderar a sociedade para ter autonomia, fazer escolhas coerentes e seguras relacionadas à sua saúde”, salienta a professora Fabiana Faleiros, coordenadora do projeto, ao Jornal da USP.

“O uso da internet para buscar informações em saúde é crescente, nós, pesquisadores, nos preocupamos com a clareza e qualidade das informações disponíveis para a sociedade”, pontua ao Jornal da USP Letícia Corbo, mestranda da EERP e também uma das autoras do projeto.