PM diz que tom da voz ajudou a saber que mulher queria socorro ao ‘pedir pizza’ no 190: ‘Aparentava medo’

Caso foi registrado em Andradina (SP). Segundo a PM, mulher alegou que companheiro a ameaçou de morte; homem fugiu ao ver a viatura e não foi encontrado.

O policial militar que conseguiu entender que uma mulher estava pedindo socorro ao dizer que “queria uma pizza” ao ligar para o telefone de emergência 190 afirma que percebeu que ela precisava de ajuda por causa do tom da voz.

De acordo com a PM, o caso foi registrado na noite de terça-feira (25). Durante a ligação à central da Polícia Militar (Copom), o atendente percebeu que não se tratava de um trote e encaminhou uma equipe.

“A solicitante pediu uma pizza. No momento indaguei que se tratava da Polícia Militar. Ela confirmou que sabia que ligava para a Polícia Militar. Pelo tom de voz eu percebi que algo não estava normal, aparentava estar com medo e receio de que algo poderia acontecer”, diz o policial militar Cassio Junior dos Santos.

Ele conta que ao perceber, já prosseguiu com a ocorrência. “Perguntei se tinha alguém armado, se a ligação estava no viva-voz para eu poder falar com ela de forma natural. Tentei no meu tom de voz acalmá-la e dei prosseguimento na ocorrência, onde foi feito o cadastro e encaminhado ao despacho de viatura.”

Os policiais foram ao local e encontraram o companheiro da vítima na frente da casa. Ao ver a viatura, ele conseguiu fugir. Buscas foram feitas pelo bairro, mas o homem não foi localizado.

Ainda de acordo com a PM, a vítima foi até a equipe e relatou que o homem já esteve preso por mais de 20 anos, e que fez ameaças de morte para ela e os filhos. Ela ainda solicitou que verificassem a motocicleta que ele deixou na casa e os policiais constataram que era produto de furto.

A ocorrência foi encaminhada ao plantão policial e apresentada ao delegado plantonista, sendo registrada como ameaça, violência doméstica, localização e apreensão do veículo.

Veja a transcrição da ligação:

  • Atendente: “Polícia Militar, emergência.”
  • Vítima: “Boa noite, tem como vocês entregarem uma pizza, fazendo o favor?”
  • Atendente: “A senhora está ligando para a Polícia Militar.”
  • Vítima: “Eu sei. Andradina.”
  • Atendente: “Qual o seu nome?”
  • Vítima: .”Não.”
  • Atendente: “Tem alguém armado aí? Faca?”
  • Vítima: “Mais ou menos. Traz uma pizza de pepperoni”
  • Atendente: “Você precisa de socorro médico ou não?”
  • Vítima: “Não.”
  • Atendente: “Ok, foi cadastrada a ocorrência.”
  • Vítima: “Obrigada.”
  • Atendente: “Disponha.”
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ÁGIL DPVAT