PM ORIENTA NÃO PUBLICAR CRIMES NAS REDES SOCIAIS

Postar ou compartilhar cenas de crimes na internet se tornou corriqueiro com as redes sociais, mas a Polícia Militar ressalta a necessidade do registro de boletim de ocorrência. O último fato registrado em Araras foi durante a semana quando um vídeo que mostra a ação de dois suspeitos, sendo um flagrando ao tentar arrombar um imóvel, foi postado na internet.

O vídeo foi compartilhado durante pelo WhatsApp e depois postado no Facebook. As imagens chegaram até o comando da 2ª Companhia da PM de Araras, que encaminhou viaturas para o local ao receber a informação. “A gravação é da última terça-feira (30) e feita por um munícipe no Centro. As imagens mostram o suspeito tentando arrombar a porta da residência para, possivelmente, cometer um furto”, explica o capitão da PM, Helington Ilgges da Silva.

Ilgges disse que uma viatura foi encaminhada para o local durante a ocorrência, mas os suspeitos não foram encontrados e presos. “Imagino que algum veículo estava estacionado nas proximidades e ajudou na fuga, mas ressalto que a polícia trabalha para localizar os envolvidos”, disse.

O autor do vídeo é desconhecido e Ilgges reconhece a contribuição da população para ajudar no trabalho da polícia. Mas, orienta que a postagem ou compartilhamento nas redes sociais pode não ajudar na prisão de criminosos. “Ao presenciar uma atitude suspeita a primeira atitude é ligar para o telefone 190 da PM e que conta com profissionais treinados para auxiliar no atendimento. Durante a ligação a polícia já encaminha viatura para o local da denúncia e que pode ajudar na prisão e até frustrar o crime”, explica Ilgges.

O crime quando postado nas redes sociais não auxilia no trabalho da polícia, que trabalha com uso de boletim de ocorrência para agir em cada caso. O boletim é um documento oficial utilizado pelas polícias Civil, Militar e Federal, além do Corpo de Bombeiros e da Guarda Municipal.

Na Polícia Civil o boletim formaliza a instauração de inquérito para apurar e investigar o crime noticiado. “A polícia trabalha com dados registrados e age de forma inteligente no combate ao crime”, enfatiza Ilgges.

Ele cita ainda o problema da sociedade moderna que permite situações superficiais como elaborar ou postar ocorrências na internet, que não cabem no atendimento policial. “Lógico que nós agradecemos a sociedade que encaminha dados como o vídeo da área central, por exemplo, mas a potencial vítima – que estava na iminência de ser assaltada – deve regristrar o fato para que se direcione viatura no local e haja solução”, pondera.

Vídeos podem ajudar no trabalho de investigação e o capitão orienta que o material pode ser entregue para algum policial e não postado em rede social. “O vídeo entregue para um policial será visto apenas internamente e se publicado na rede social pode ajudar na fuga dos criminosos”, salienta.

Ilgges citou caso recente com aumento do furto em residências registrado no Jardim Portal do Sol, zona leste. Na época, alguns moradores vítimas dos criminosos não registraram boletim de ocorrência e muitos postaram no Facebook. “Orientamos a população para registro do boletim para que a polícia aumente patrulhamento onde haja necessidade. No caso do Portal, ampliamos a presença das viaturas”, finaliza.

Fonte: Jornal Tribuna do Povo

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