PM que guinchou carro de vereadora volta às ruas após ameaça de ser transferido

Corporação confirma ainda que a tenente-coronel que recebeu a ligação da vereadora e depois fez ameaças ao policial pediu licença médica, mas segue do Batalhão de Marília (SP).

O policial que recebeu ameaças por telefone após guinchar o carro irregular de uma vereadora de Marília (SP) voltou às suas funções no policiamento de trânsito que exercia nas ruas da cidade antes da polêmica.

A informação foi confirmada nesta terça-feira (8), em nota do Comando do Policiamento do Interior da Região de Bauru (CPI-4), ao qual é subordinado o Batalhão de Marília.

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Na nota, a PM informa que “o militar envolvido na ocorrência reassumiu a mesma função em que se encontrava” e que seu afastamento após a polêmica se deu para que ele pudesse frequentar um curso de especialização para o qual já estava matriculado.

A mesma nota informa ainda que a tenente-coronel Márcia Cristina Cristal, a comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM/I) de Marília, entrou em licença médica após cumprir os 15 dias de licença que pediu logo após a polêmica. A nota não informa o motivo da licença médica, nem o prazo, mas diz que a oficial segue no comando do batalhão da cidade.

O anúncio do retorno do policial às ruas de Marília acontece no mesmo dia em que o Ministério Público abriu um inquérito para investigar um possível ato de improbidade administrativa cometido pela tenente-coronel Márcia Cristal.

A tenente-coronel se envolveu em uma polêmica no mês passado, depois de ligar para o segundo-sargento Alan Fabrício Ferreira, repreendendo-o por ter guinchado o carro da vereadora Professora Daniela (PL). Segundo o policial de trânsito, o veículo estava com licenciamento vencido e pneus gastos (relembre o caso abaixo).

O documento, assinado na última quinta-feira (3), cita trechos do áudio que viralizou nas redes sociais e causou polêmica na cidade. O objetivo da investigação é apurar uma eventual violação a princípios da Administração.

O MP informou que a tenente-coronel, que pediu afastamento temporário do cargo, tem 15 dias para enviar cópias dos documentos relacionados à apreensão do veículo. Depois de receber a documentação, o órgão vai marcar uma data para ouvir o depoimento de todos os envolvidos no caso.

Tenente-coronel Márcia Crystal, comandante da PM em Marília — Foto: Câmara de Marília/Divulgação