PM salva bebê engasgado após pedido da mãe durante operação no litoral de SP

Policial do Batalhão Pedro Arbues usou manobra de Heimlich para salvar criança em Santos.

Um policial militar salvou um bebê que estava engasgado durante uma operação realizada na Zona Noroeste de Santos, no litoral de São Paulo. As imagens da ação foram compartilhadas pelo batalhão e repercutiram nas redes sociais.

Conforme divulgado pela polícia, o PM e outros agentes do Batalhão Pedro Arbues estavam em operação no Caminho São José, na tarde de segunda-feira (4), quando foram surpreendidos por uma mulher, que pediu socorro a um bebê recém-nascido que havia engasgado.

O menino estava desfalecido por afogamento com o leito materno. Rapidamente, o sargento Wladislau pegou o bebê e iniciou a manobra de Heimlich, uma espécie de abraço por trás, pouco acima da barriga, para tentar expulsar o alimento ou corpo estranho.

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“Acho que o bebê tinha menos de um mês, era bem pequeno e frágil. Foi na saída da operação que a mãe nos pediu ajuda, eu já estava do outro lado da rua e voltei rapidamente para ajudar. Ela estava chorando, e o bebê desacordado. Assim que fiz a manobra, ele gorfou na minha mão. Depois, ainda soltou resíduos de leite pelo nariz e pela boca”, explica o sargento.

O procedimento foi bem sucedido e fez com que o bebê voltasse a respirar. Na sequência, acompanhado da mãe, o pequeno Bernardo foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Noroeste, onde permaneceu em observação.

“Eu até me arrepio, porque participei de uma ocorrência como essa há um ano, em Praia Grande, quando um casal pediu ajuda para a filha deles, uma menina. Quando podemos salvar assim um bebê, vem um sentimento de gratidão a Deus, de poder estar no lugar certo e na hora certa. Ser um instrumento dele naquele momento. E nossa vida é tão dura, vemos muitas coisas ruins nessa luta em prol da segurança da sociedade. Então, nesses momentos que conseguimos dar um alívio para uma mãe, é muita felicidade”, diz Wladislau.

De acordo com o PM, a mãe ficou muito feliz e agradeceu toda a equipe. “Na hora em que a gente estava saindo da comunidade, ouvimos o pessoal falando assim: ‘tá vendo, eles não só prendem, eles também salvam’, e isso foi muito gratificante”, finaliza.