PMs em patrulha salvam bebê de 1 ano que estava engasgado: ‘Muito marcante’

Dom estava sem respirar e com a face arroxeada, conforme relatam os militares. Equipe fez manobra para desengasgá-lo e o levou até uma UPA de Santos, no litoral paulista.

Um bebê de 1 ano que estava engasgado foi salvo por policiais militares que faziam patrulhamento em Santos, no litoral de São Paulo. Em entrevista neste sábado (19), um dos soldados que ajudou a salvar a criança relatou que ficou muito emocionado ao ver que ele e o parceiro conseguiram reanimar o pequeno Dom.

“Foi emocionante para nós, ainda mais por ser pai. A sensação é de dever cumprido. Sem dúvida, é a ocorrência mais marcante para a carreira de um policial militar”, destaca o soldado Gonzaga. De acordo com o PM, ele e o soldado Carlos, que fazem parte da equipe de policiamento por motos, estavam em patrulhamento, na noite de quinta-feira (17), quando se depararam com um veículo preto em alta velocidade.

Ao notarem que poderia estar acontecendo algo, realizaram a abordagem. O passageiro, Bruno Oliveira Santos, de 32 anos, que estava no banco de trás, desceu do veículo com uma criança no colo, a entregando ao soldado Gonzaga, relatando que se tratava de seu filho, de apenas 1 ano, e que o bebê estava engasgado.

“A vizinha era quem estava dirigindo o carro, porque ela foi ajudá-los [mãe e pai da criança] a socorrer. A mãe ficou com a filha de 10 anos, que estava muito nervosa, devido à preocupação com o irmão. Assim que o pai nos viu, pediu ajuda. O menino estava apagado, desmaiado, sem reação”, conta o PM.

Devido à ausência de sinais respiratórios, os policiais optaram por realizar a manobra de Heimlich, uma espécie de abraço por trás. Em seguida, o menino já expeliu os alimentos que causavam seu engasgamento, e na sequência, a criança retomou a consciência.

“Com a manobra, de primeira, ele já reagiu e retomou a consciência. Apesar de estar um pouco desnorteado, já estava melhor. Um veículo parou do outro lado da via, e dentro dele tinha uma médica, que perguntou se a gente conseguiu reanimar. Ela estacionou, verificou e disse que ele estava bem, mas que faria a manobra novamente para ter certeza de que não tinha mais nada para expelir. Aí, o levamos até a UPA, e ele foi atendido e liberado em seguida”, explica o soldado Gonzaga.

Segundo o policial, ele e o parceiro tentaram a todo tempo acalmar o pai. “Eu sou pai, e pegar a criança mole, com o pescoço mole, olho meio que revirando, é bem difícil e marcante, até para nós, policiais. Quando a mãe chegou com a filha na UPA, ainda bem emocionada, o Dom já estava esperto, mais tranquilo, e conseguimos acalmá-las, também”, relata.

Ao fim da ocorrência, ainda emocionada, a família da criança agradeceu o empenho dos policiais. Juliana Azevedo de Macedo, de 29 anos, mãe do bebê, conta que a filha ficou muito desesperada, com medo de perder o irmão. Ana Júlia, de 10, chegou a chorar ao vê-lo desacordado. “Na hora, ficamos desesperados, porque eu estava ao lado do meu filho. Ele começou a se tremer, peguei ele correndo, entreguei ao meu esposo e pedi ajuda para os vizinhos. A vizinha se prontificou na hora a ajudar”, conta Juliana.

A mãe afirma que só ficou mais aliviada quando o esposo ligou e relatou que havia sido abordado pelos policiais no meio do caminho. “Foi Deus que colocou eles e a médica na hora. Agora ele está bem, graças a Deus, mas fez exames e continuaremos observando e tendo acompanhamento médico. A médica falou que, como ele está tossindo, provavelmente pode ter engasgado com a saliva, porque estava de chupeta, e estava sentadinho, assistindo desenho. Os policiais foram muito atenciosos, e eu só tenho a agradecer eternamente, porque salvaram a vida do meu filho”, conclui.

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ÁGIL DPVAT