Pneu estourado causou acidente que matou Aleksandro, aponta laudo

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O delegado ressaltou que administrativamente o motorista poderá ser multado e sofrer infrações de trânsito por causa da velocidade acima da permitida.

Um laudo da Polícia Civil divulgado nesta segunda-feira (11) aponta que a causa do grave acidente envolvendo o ônibus da dupla Conrado e Aleksandro na Rodovia Régis Bittencourt, na altura de Miracatu, no interior de São Paulo, no dia 7 de maio, foi ocasionado pelo estouro de um pneu. Seis pessoas, incluindo o cantor Aleksandro, morreram no acidente.

O documento chegou à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Registro, também no interior paulista. O delegado da DIG Carlos Eduardo Vieira Ceroni afirmou que o veículo estava acima da velocidade permitida. De acordo com o laudo, o ônibus estava em uma velocidade de 109 km/h, acima do que era permitido na rodovia que é de 80 km/h.

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“O que ficou pendente é saber se essa velocidade acima do permitido foi determinante para que ocorresse o estouro do pneu e ocasionasse o resultado final do acidente, então isso é o que temos pendente. Vou pedir um laudo complementar para que seja esclarecido isso”, disse Ceroni.

Com o pedido do laudo complementar, que deve ficar pronto rapidamente, segundo o delegado, será possível saber se a velocidade acima da permitida no trecho foi determinante para o estouro do pneu. “Se acontecer isso, há uma imprudência. Essa imprudência gerou resultado, então ele pode ser indiciado por homicídio culposo [quando não há intenção de matar] na direção de veículo automotor”.

O delegado ressaltou que administrativamente o motorista poderá ser multado e sofrer infrações de trânsito por causa da velocidade acima da permitida. “Para gerar um indiciamento por crime, preciso ter o nexo causal entre a culpa dele e o resultado final, ou seja, que aquela velocidade gerou o estouro que causou o acidente”.

O laudo também possibilitou definir o momento em que o pneu estourou, pois isso era uma dúvida nas investigações. “Se tinha ocorrido esse estouro depois do tombamento do veículo ou antes, então ficou definido que foi antes do veículo tombar, esse é um ponto importante que tínhamos dúvida”.

De acordo com o delegado, o laudo também apontou que no trecho analisado pela perícia não tinha buraco na pista, ou seja, o pneu sofreu um impacto anterior, mas a perícia não soube definir se foi “horas antes, minutos antes ou dias antes”, por não ter elementos para essa definição.

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