Polícia Civil deflagra operação ‘Cardano’ contra lavagem de dinheiro e jogos de azar na capital e interior de SP

Os inquéritos, que geraram os mandados de busca e apreensão, apuram organizações criminosas que se dedicam à exploração de jogo de azar e lavagem de dinheiro.

Policiais civis do Departamento Estadual de Investigações Criminais deflagraram, nesta quarta-feira (24), a operação “Cardano”, contra esquema de lavagem de dinheiro e jogos de azar utilizando sorteio de carros de luxos.

As equipes cumpriram mandados de busca e apreensão na cidade de São Paulo, nos municípios de Guarulhos, São Bernardo do Campo, Santa Barbara D’Oeste, Sorocaba e Votorantim. O objetivo da operação é apreender veículos, equipamentos e documentos. Os autores são conhecidos na internet como influenciadores e contabilizam milhares de seguidores.

As ações foram divididas em duas frentes. Em uma delas, decorrente de investigações levadas a efeito pela 2ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Estelionato e Crimes contra a Fé Pública, foram apreendidos 17 veículos e 4 motocicletas.

Os policiais responsáveis pela outra frente da operação, originada de apurações realizadas pela 3ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas, apreenderam 7 veículos, 23 motocicletas e uma lancha. A maior parte dos veículos apreendidos são de luxo, e as duas equipes também recolheram documentos e equipamentos que revelam o movimento dos negócios.
 
Os inquéritos, que geraram os mandados de busca e apreensão, apuram organizações criminosas que se dedicam à exploração de jogo de azar e lavagem de dinheiro. Foi criada uma modalidade de jogo de azar por meio digital. Os envolvidos utilizam plataformas de redes sociais – Instagram, Facebook – para anunciar rifas e sorteios de diversos bens, principalmente veículos de luxo, obtidos com dinheiro de origem obscura.

Os investigados multiplicam o dinheiro ilícito investido nas rifas. Os valores obtidos são posteriormente aplicados em outros investimentos, tudo com o intuito de “lavar” e multiplicar o dinheiro de origem ilícita.

Alguns dos investigados já possuem passagens policiais por crimes patrimoniais e movimentações financeiras incompatíveis com seus rendimentos declarados.

A operação conta com a participação de 86 policiais da Divisão de Investigações Gerais (DIG) do Deic e o apoio de policiais civis do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope).

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