Polícia Civil investiga suposto golpe de empresa contra investidores de bitcoins

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Clientes de diversas partes do Brasil alegam que a Genbit sumiu com o dinheiro deles. Empresa tirou site do ar e publicou nota em que diz não ter recursos para pagar fornecedores.

A Polícia Civil investiga denúncias de um suposto golpe cometido por uma empresa de Campinas (SP) contra clientes que investiram em bitcoins, as chamadas moedas virtual. Os investidores, de diversas partes do Brasil, alegam que a Genbit sumiu com o dinheiro deles.

A empresa chegou a publicar uma nota em que afirma não ter dinheiro para pagar os fornecedores. Um dos investidores que acusam a Genbit de golpe conta que fechou o contrato em setembro de 2019, fez o depósito de R$ 26,7 mil e nunca recebeu os rendimentos prometidos.

“A promessa seria de que a gente teria um retorno muito bom, de R$ 3,7 mil a R$ 3,8 mil por mês, durante um período aí de 36 meses. Era uma proposta muito boa”, conta.

Os problemas, no entanto, não são recentes. Em 2019, o Ministério Público entrou com uma ação civil pedindo o bloqueio de R$ 1 bilhão em bens da empresa, que recentemente retirou o site do ar e publicou um comunicado no qual avisa não ter dinheiro para os fornecedores.

O advogado Rainaldo Oliveira, representante da Genbit, defendeu que a suspensão das atividades ocorreu em atendimento a uma ordem da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e disse que os clientes com problemas devem procurar a empresa para que eles possam regularizar a situação.

“Esse é um contrato que não se negociou dinheiro por dinheiro, mas sim ativo digital com ativo digital. A suspensão das atividades se deu em função de uma ordem da Comissão de Valores Mobiliários, a empresa respeitou a ordem e parou (…) Em matéria do que diz respeito aos ativos digitais do contrato, já foram todos antecipados na carteira digital dos clientes. No que diz respeito a Genbit, que é a empresa que comprava os ativos digitais dos clientes, vamos deixar aos clientes que todos os esforços estão sendo feitos para ela voltar a operar. E essas pessoas que tiveram algum problema técnico, que não receberam nem os seus ativos digitais, por favor nos procurem, vai ser feito um protocolo para que nós possamos regularizar essa situação.”

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informa que um inquérito foi instaurado no 4º Distrito Policial para “apurar eventual crime contra o sistema financeiro nacional”. “O procedimento está em trâmite, com diligências sendo realizadas pela equipe. Vítimas foram ouvidas e os responsáveis legais pela empresa, intimados para prestarem depoimento”, destaca a SSP.