Polícia Civil ouve familiares de menina achada morta após sair de casa para comprar refrigerante

Lara Maria Oliveira Nascimento, de 12 anos, estava desaparecida desde quarta-feira (16), quando saiu de casa para comprar refrigerante. Ela foi achada morta no sábado (19), em Campo Limpo Paulista (SP).

A Polícia Civil começou a ouvir familiares da adolescente de 12 anos que foi encontrada morta no sábado (19), em Campo Limpo Paulista (SP). Lara Maria Oliveira Nascimento desapareceu na quarta-feira (16), quando saiu de casa para comprar um refrigerante.

Na tarde desta segunda-feira (21), o pai de Lara, Reginaldo de Oliveira, chegou à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí (SP) acompanhado por um advogado.

Ele contou que o celular de Lara era monitorado e não tinha redes sociais. Além disso, o pai reforçou que a família não tinha nenhum tipo de desavença com ninguém.

“Que a gente sabe, ninguém falou de nós. Eu sou super de boa, minha mulher também, minha família é bem estruturada. É do serviço para casa, não fica na casa de ninguém. Então, não teria porque alguém ter maldade conosco”, relatou o pai da adolescente.

A Polícia Civil deve continuar com os depoimentos nos próximos dias. Câmeras de segurança estão sendo analisadas. 

‘Crueldade tão grande’

Durante o enterro, no domingo (20), a avó da adolescente lamentou o assassinato. Um laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) apontou que ela morreu de traumatismo craniano.

“Uma crueldade tão grande que eu não gosto de parar para pensar no que minha neta passou. Vou chorar muito. Vou sentir muito, porque ela era muito presente”, disse Maria Luiza Oliveira.

O corpo da adolescente foi enterrado no Cemitério Bosque da Saudade, em Campo Limpo Paulista, por volta das 15h. O caixão foi lacrado e a despedida durou cerca de 1h30.

Desaparecimento e morte

Lara sumiu por volta das 13h de quarta-feira (16), no Parque Santana. Uma prima da jovem contou que ela chegou em casa da escola na hora do almoço. Logo em seguida, saiu rumo a uma mercearia para comprar refrigerante.

Uma funcionária do estabelecimento afirmou que a menina realmente esteve no local, que fica a cerca de 600 metros da casa dela. Na quinta-feira (18), a mãe da adolescente contou que não conseguia dormir e que ficava à espera de notícias da filha. A família chegou a fazer buscas em bairros de Campo Limpo Paulista e de Francisco Morato.

De acordo com o delegado Rafael Diório, o corpo dela foi encontrado com marcas de violência, no sábado (19), por um jardineiro em um terreno próximo ao local onde ela desapareceu, em Francisco Morato (SP).

Conforme o delegado, a área de mata fica a, aproximadamente, cinco quilômetros da casa de Lara. A tia da adolescente, Renata de Oliveira Nascimento, contou que a família foi avisada por telefone quando voltava para casa após receber uma informação de que Lara teria sido vista.

“Nós vimos uma imagem de câmera de segurança, mas era de uma menina parecida, não era ela. Quando estávamos voltando, recebemos uma ligação. É muita dor, muita mesmo. Meu irmão está arrasado, porque ele é o pai. Eu vi essa menina nascer, crescer. Fizeram maldade com ela”, desabafa.

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