Polícia Militar reforça ações de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica

O objetivo do programa é dar suporte à vítima e garantir que o agressor cumpra a determinação judicial.

(FOLHAPRESS) – Com o aumento de casos de violência doméstica durante a pandemia de Covid-19, a Polícia Militar de São Paulo começou a implementar nesta semana a Patrulha Maria da Penha, que atende pessoas que já sofreram violência e possuem medida protetiva.

O objetivo do programa é dar suporte à vítima e garantir que o agressor cumpra a determinação judicial. A patrulha é formada por ao menos dois policiais, sendo sempre uma mulher, e fornece atendimento integrado com a Polícia Civil e serviços de assistência social, psicólogos e centros de referência da mulher.

O número de denúncias de violência doméstica aumentou em 255% no último ano. A violência contra a mulher puxou a alta, com um crescimento de cerca de 555%. Os cálculos foram realizados a partir de dados do Disque Denúncia (181) da Secretaria de Segurança Pública de SP, obtidos pela reportagem. O levantamento comparou o primeiro ano de pandemia no estado com o mesmo período do ano.

Com os nomes em mãos, os policiais visitam as vítimas, dão instruções e agendam o próximo encontro, se necessário. Além do 190, elas são apresentadas ao aplicativo SOS Mulher, que possui um botão de pânico que gera uma ocorrência automática caso o agressor se aproxime.

Apesar de o programa ter sido institucionalizado agora, a tenente-coronel Eunice Rosa Godinho, comandante do 14º Batalhão de Osasco (SP) e uma das responsáveis pelo treinamento dos policiais, diz que as práticas estabelecidas sempre zeram parte da PM de SP, pois todos os policiais são capacitados para atender este tipo de ocorrência. Com a patrulha, alguns agentes irão se especializar.

“O comandante vai identicar aqueles policiais que têm esse perl mais acolhedor, mais de diálogo, de orientação, de prevenção para que ele atue nesse atendimento”, disse, se referindo principalmente aqueles que atuam na Ronda Escolar e no Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas).

Outra frente do projeto consiste em palestras educacionais para que a mulher consiga identicar que vive dentro de um ciclo de violência. “Existem mulheres que nascem, crescem e morrem vivendo em um ambiente de violência doméstica e
nunca buscam ajuda. Muitas vezes ela não se identica como vítima de violência porque ela viu isso dentro da família desde muito pequena e acha que é normal.”

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ÁGIL DPVAT