Por que não devo aceitar tudo o que meu banco oferece?

Conheça três serviços que funcionam como verdadeiras armadilhas bancárias e saiba porquê você deve evitá-los!

Em um primeiro momento, enxergamos os bancos como facilitadores em nossas vidas, principalmente quando eles possibilitam acesso a serviços diferenciados, como a portabilidade da previdência empresarial, por exemplo.

Mas sabe aquele famoso ditado que diz que “nem tudo que reluz é ouro”? É basicamente isso em relação aos serviços bancários e alguns dos programas oferecidos por eles.

Algumas instituições financeiras oferecem serviços que inicialmente parecem ser a solução para todos os nossos problemas e, no fim, acabam se tornando a causa de todos os nossos problemas.

E é exatamente por isso que não devemos aceitar tudo que o banco nos oferece!

Quer saber quais serviços são esses? Separamos aqui 3 exemplos das principais armadilhas bancárias que você deve evitar. Conheça abaixo e se proteja contra elas!

Armadilhas bancárias: conheça 3 serviços que é melhor evitar!

Se você não quer complicar a sua situação financeira, é bom conhecer os perigos de alguns serviços oferecidos pelos bancos.

Abaixo, segue a lista com 3 destes serviços.

Fique atento!

1.   Cheque Especial

O Cheque Especial funciona como uma linha de crédito que é disponibilizada pelo banco. Para ser mais preciso, é o limite pré-aprovado da conta corrente que os consumidores acabam utilizando quando o seu saldo está negativo.

O limite é estabelecido por cada instituição financeira de acordo com as informações do cliente e muitas vezes é liberado sem ter sido solicitado.

O nome dessa modalidade de serviço pode variar de acordo com cada instituição financeira que o oferece: limite pré-aprovado, Cheque Azul, LIS, entre outros.

Ele funciona como uma espécie de empréstimo sem as formalidades de outros tipos de crédito, sendo encarado muitas vezes como uma solução rápida para momentos específicos. Mas não se enganem, o que parece uma fácil solução pode se transformar em uma verdadeira cilada.

O cheque especial possui a maior taxa de juros do mercado e esses juros podem chegar até 312% ao ano. Para efeito de comparação, o crédito consignado possui um juros de 22% ao ano, ou seja, uma diferença abismal.

No entanto, em 2020 o Banco Central definiu que a taxa de juros máxima deveria ser de 18% ao mês e 150% ao ano (o que ainda é muito alto), mas muitas instituições financeiras burlam essa regra e nem sempre o consumidor sabe dessas mudanças.

E é justamente essa cobrança injusta e excessiva de juros que faz com que um número enorme de pessoas não consigam mais quitar seus débitos junto ao banco depois de utilizarem o cheque especial.

Além disso, o nome da pessoa que não consegue pagar também é negativado e inscrito nas instituições de proteção ao crédito e o acesso a novas linhas é negado, complicando ainda mais a situação.

Muitas pessoas acabam confiando que a dívida possa “caducar” e deixar de existir após 5 anos.

Mas não é bem assim que acontece, pois mesmo que o nome seja retirado do SPC ou Serasa, a dívida não deixa de existir perante ao banco e quem deve continuará recebendo cobranças.

2.   Empréstimo na tela inicial do caixa eletrônico

Esse é um serviço muitas vezes oferecido com destaque na tela inicial do caixa eletrônico e de maneira muito estratégica. Essa oferta de crédito rápido e fácil, é considerada uma das principais ciladas que levam as pessoas ao superendividamento.

A taxa de juros desse tipo de empréstimo e outros encargos, na maioria das vezes, são omitidos pelos bancos durante o processo de contratação.

Outro detalhe importante é que em muitas instituições não é evidente o que é simulação e o que é contratação, outro motivo pelo qual é preciso ficar em alerta pois, nesse caso, conforme estipula o Código de Defesa do Consumidor, a pessoa tem somente até 7 dias para cancelar o serviço.

Alguns desses empréstimos parecem ser mais atrativos ainda quando há a possibilidade de que a primeira parcela seja paga com um prazo de carência de alguns meses.

À primeira vista, isso parece uma ótima ideia, mas dificilmente é de fato, porque quando existe esse prazo de carência de, por exemplo, 3 meses, existe o juro remuneratório que será acrescido ao juro de acerto, o que aumenta e muito os juros desse tipo de empréstimo.

3.   Título de Capitalização

Esse serviço financeiro constitui uma armadilha porque na maioria das vezes não fica claro para quem o adquire quais são as suas regras e características.

A grosso modo, é uma operação de pagamentos mensais em que parte dos valores é usada para gerar o capital que será devolvido ao titular e a outra parte para custear as despesas administrativas e os sorteios.

É sem dúvida, um produto de grande apelo devido aos prêmios em bens e dinheiro que são sorteados.

Mas, é exatamente esse ponto que gera a confusão acerca desse serviço que é vendido pelos bancos como investimento. Coisa que não é verdade, pois ao funcionar na base na sorte, esse serviço constitui uma aposta.

Por isso ele serve para quem acredita que pode ganhar algum sorteio, não para quem quer que o dinheiro “investido” renda.

Além do que, as chances de ganhar um dinheiro considerável nesses sorteios é mínima, tal qual o alcance da loteria federal. A diferença é que na aposta da loteria os valores são bem inferiores

Por isso os Títulos de Capitalização são armadilhas bancárias, pois servem para aquelas pessoas que gostam de jogar com sorte, mas são vendidos como investimento para quem acredita que estará poupando para o futuro, e isso não é verdade. 

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ÁGIL DPVAT