Deflagrada em agosto, a operação teve mais de 350 pessoas e empresas como alvos, suspeitas de participar de um esquema de lavagem de dinheiro usado pela facção para ocultar lucros obtidos com atividades criminosas.
A cidade de Araras (SP) aparece entre os municípios paulistas com postos de combustíveis ligados a investigados pela Operação Carbono Oculto, a maior já realizada contra o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Deflagrada em agosto, a operação teve mais de 350 pessoas e empresas como alvos, suspeitas de participar de um esquema de lavagem de dinheiro usado pela facção para ocultar lucros obtidos com atividades criminosas. Segundo levantamento feito pela nossa reportagem, 15 investigados são sócios de pelo menos 251 postos de combustíveis em quatro estados do país — a maioria em São Paulo.
A Receita Federal estima que mais de mil estabelecimentos possam ter sido usados pelo grupo para movimentar valores ilícitos. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou que as provas reunidas poderão levar à cassação de autorizações de funcionamento de empresas envolvidas. Os investigados negam irregularidades, e as apurações seguem sob sigilo judicial.



