Preço nas alturas: até onde vai o aumento na conta de luz dos brasileiro?

Nova bandeira tarifária da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) institui cobrança de R$ 14,20 por cada100 kWh consumido.

Mesmo adotando medidas para economizar energia elétrica, os brasileiros estão assustados com o aumento nas contas de luz. Em uma medida inédita, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) criou uma bandeira tarifária que cobra R$ 14,20 por cada 100 kWh consumido.

O serviço, que já estava caro, passou a pesas ainda mais no bolso do cidadão. Em junho deste ano, o custo extra na conta era de R$ 6,24, menos do metade do que é pago hoje.

Sem previsões de redução na tarifa ao menos no curto prazo, fica a dúvida sobre onde vai parar o preço da energia elétrica no país. Para tentar encontrar uma resposta, é preciso entender o que está incluído nessa cobrança.

Composição da tarifa

Os brasileiros pagam pouco mais da metade do valor da conta pelo que realmente consomem. Cerca de 53,5% são para compra de energia, transmissão e encargos setoriais. Outros 29,5% são tributos, como ICMS, PIS e Cofins. Os 17% restantes cobrem os custos com a distribuição de energia.

O consumidor também paga por taxas extras durante períodos de estiagem e falta de chuvas, como está ocorrendo agora. O objetivo da cobrança é incentivar a economia de energia para evitar o risco de racionamento.

Como parar o aumento?

Segundo o advogado Alessandro Azzoni, especialista em Direito Ambiental e Economista, a intervenção do governo é uma saída para segurar a alta nos preços da conta de luz.

“Uma maneira de baixar o preço seria uma intervenção do governo, como já ocorreu no passado, que segurava os aumentos e os assumia como déficit. Mas no modelo atual, essa intervenção é muito difícil. É uma questão de oferta e demanda. Ao entrarem as termelétricas com energia cara e suja, entra a bandeira vermelha, o preço sobe e a diferença é repassada para os consumidores”, afirma.

A melhor forma de evitar outra crise como essa é investindo construção e interligação ao sistema elétrico de novas usinas eólicas e fotovoltaicas, que produzem energia limpa e a um custo menor. Dessa forma, seria possível manter a conta de luz em níveis aceitáveis durante o período de estiagem.

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ÁGIL DPVAT