Prefeito de Araras, SP, quer fim da exigência de calçada em mosaico português

Em alguns bairros da cidade moradores já não têm seguido o padrão de calçadas petit pave ou mosaico português

O prefeito Pedrinho Eliseu (PSDB) já falou publicamente que quer acabar com uma exigência antiga em Araras: as calçadas, defronte imóveis, feitas em mosaico português – aplicação do petit-pavé e garantiu à nossa reportagem, na semana passada, que pretende enviar projeto à Câmara de Araras (SP), para terminar de vez com a exigência.

A justificativa é econômica – hoje a construção das calçadas dentro do padrão exigido é considerada bastante cara. Ainda assim Pedrinho entende que a região central da cidade deve permanecer como está, e a exigência das calçadas dentro do padrão só não valeria mais para os bairros e regiões fora da ‘ferradura’ da Avenida Dona Renata.

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O prefeito até estudava esperar para enviar a proposta junto com o próximo projeto do Plano Diretor, mas como a questão afeta diretamente o dia a dia de diversos cidadãos, a tentativa agora é de agilizar os estudos dentro da Prefeitura e enviar com rapidez a proposta à Câmara – hoje é exigência de lei municipal a adoção do padrão de mosaico português para calçadas em toda a cidade; por isso uma mudança na regra depende de alteração na lei.

Há alguns dias, no Programa do Prefeito – veiculado pelas rádios Clube e Tropical – Pedrinho Eliseu chegou a ser questionado por uma munícipe do Jardim Flamboyant sobre a falta de calçadas transitáveis e em boas condições aos pedestres. No diálogo o prefeito então anunciou que para facilitar a manutenção das calçadas pelos proprietários vai tentar retirar a exigência do mosaico português. O prefeito ainda não falou oficialmente uma data para que envie o projeto à Câmara.

Projeto que previa substituição de calçada por grama não foi votado

Em 2016 o Poder Executivo chegou a enviar à Câmara projeto de lei que permitiria a substituição e troca das tradicionais calçadas de pedras petit pavê ou mosaico português por cobertura de grama.

Na época a justificativa do Executivo era possibilidade de aumentar a absorção ou infiltração de águas pelo solo, reduzindo o escorrimento das águas de chuvas, contribuindo para evitar empoçamentos e ainda reduzir a temperatura superficial do solo em dias quentes.

O assunto chegou a tramitar pelas comissões internas da Casa, mas posteriormente acabou retirado pelo próprio Poder Executivo e com isso não foi aprovado.

Fonte: Denny Siviero – Tribuna do Povo