Prefeitura Municipal abre investigação um mês após bebê sofrer queimaduras em creche de Limeira, SP

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Criança de 11 meses teve ferimentos nas pernas após sopa quente derramar nela em 4 de julho. Executivo informou que demora na instauração da sindicância ocorreu por conta do recesso.

A Prefeitura de Limeira (SP) instaurou nesta sexta-feira (16) a sindicância para apurar a responsabilidade pelas queimaduras sofridas por um bebê de 11 meses dentro de uma creche do Jardim Olga Veroni. A investigação foi aberta um mês e 12 dias após o caso, ocorrido em 4 de julho.

A instauração foi publicada no Diário Oficial desta sexta e a comissão terá 60 dias para concluir a apuração. A prefeitura argumenta que a demora na abertura se deu porque a comissão de sindicância estava de recesso.

“Assim que o período de recesso terminou, a pasta deu início ao processo para abertura da sindicância”, informou. A criança foi ferida após sopa quente derramar nela.

A mãe da criança disse nesta sexta que o filho ainda tem marcas das queimaduras. “Estou passando só um gelzinho para sumir as cicatrizes. Ele vai voltar em outubro para a médica para ver”, explicou.

Segundo a mãe, o bebê completou 1 ano de idade em 28 de julho e não frequenta mais a mesma creche. Ele passou por uma cirurgia que não tem relação com as queimaduras e está em casa, de repouso.

Enquanto isso, a mãe negocia com a prefeitura para qual unidade escolar ele irá, mas disse que há um conflito de horários entre a van que faz o transporte das crianças e o trabalho dela.

O caso

A criança teve ferimentos de 1º e 2º graus na perna direita e teve uma lesão menor na esquerdo, segundo a família. Na época do acidente, a diretora da creche informou que criança estava vestida na hora do acidente. A sopa estava dentro de um pote com quantidade equivalente a cinco refeições.

O alimento seria usado no jantar do berçário. Na hora em que funcionários colocariam a sopa nos pratos, a criança bateu a mão na vasilha, que virou e parte caiu sobre as pernas dela, segundo a diretora.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado. O bebê foi levado para um hospital, recebeu curativo e ficou com as duas pernas enfaixadas.

Segundo a família, o bebê também foi avaliado por uma cirurgiã plástica e passou por tratamento com pomadas. O 3º Distrito Policial (DP) também investiga o caso.

A prefeitura

“A Secretaria de Educação informa que está comprometida em apurar o fato, desde o ocorrido. Por isso, foi constituída a comissão de sindicância que irá esclarecer o acontecido, dentro dos prazos regimentais definidos pela Portaria, publicada no Jornal Oficial do Município desta sexta-feira (16).

Quanto à demora para se abrir a sindicância, em julho, a equipe responsável pela comissão de sindicância estava de recesso, por isso não foi possível publicar antes a portaria. Assim que o período de recesso terminou, a pasta deu início ao processo para abertura da sindicância.”

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