Prefeitura Municipal realiza força-tarefa contra a dengue neste sábado no Jd. São João em Araras, SP

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Ações envolvem arrastão para eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti e também coleta de entulho no bairro, a partir das 8h.

Equipes da Prefeitura Municipal de Araras (SP) realizam força-tarefa neste sábado (18), na região norte, para eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, principal transmissor da dengue. A ação contará com funcionários das Secretarias de Serviços Públicos e também da Saúde, e começa às 8h, no Jardim São João.

Agentes do setor de Controle de Endemias realizam arrastão no bairro, visitando residências para recolher materiais que podem acumular água. Já as equipes de Serviços Públicos estarão no local para recolher entulho das ruas.

Ao todo, quatro máquinas, 10 caminhões e 22 funcionários da Secretaria de Serviços Públicos, além de 27 agentes do setor de Controle de Endemias estão envolvidos na atividade. A previsão é que o trabalho seja realizado até as 12h.

O Jardim São João é o primeiro a ser escolhido para a ação porque concentra três dos cinco casos confirmados de dengue este ano em Araras.

 “Iniciaremos essa força-tarefa a partir da Rua Santos, juntamente com os agentes de Controle de Endemias. Nosso objetivo é recolher todo entulho que está nas ruas do bairro. Essa ação conjunta visa regularizar o recolhimento desses materiais, mas também evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti”, ressaltou o secretário de Serviços Públicos, Beto Cabrini.

O arrastão faz parte da intensificação das ações de combate à dengue, por meio da eliminação de criadouros e orientação da população.  Até o momento, além dos cinco casos autóctones da doença confirmados, outros 13 pacientes aguardam resultado de exames para diagnóstico na cidade. Em 2019, 652 casos foram confirmados, sendo 618 autóctones (com transmissão em Araras) e 34 importados.

“Durante as visitas em residências, continuamos encontrando muitos criadouros e larvas do mosquito Aedes aegypti, apesar de todos os impactos da dengue nos anos anteriores e de todas as campanhas que realizamos. Precisamos que a população se atente para não deixar água armazenada em locais que possam se tornar possíveis criadouros, como vasos de plantas, caixas d’água, garrafas plásticas, pneus, piscinas sem uso e/ou manutenção e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas”, ressaltou a coordenadora do setor, Luciana Cristina Coelho Bianco.

O Ministério da Saúde divulgou um alerta na última quarta-feira (16) sobre uma possível epidemia de dengue em 11 Estados brasileiros.

A situação, agravada pelo tempo quente e com alta incidência de chuvas, é acentuada pelo desabastecimento do inseticida utilizado para nebulização em áreas com casos positivos. O produto deixou de ser distribuído pelo Ministério da Saúde no ano passado, após problemas em sua fórmula.

Segundo comunicado do próprio Ministério, “desde maio de 2019, o Brasil está desabastecido do inseticida Malathion devido a uma grande quantidade de produtos vencidos e com problemas de qualidade em razão de alterações químicas em sua formulação. Neste mês, 80 mil litros devem ser distribuídos no país e o Ministério já fez a compra de 300 mil litros de outro inseticida que será distribuído em fevereiro”.

Em 2019, o Brasil registrou 1.544.987 casos de dengue, com 782 mortes – aumento de 488% em relação a 2018. O país também teve 10.708 casos de zika, com três mortes, e 132.205 ocorrências de chikungunya, com 92 mortes, um aumento, respectivamente, de 52% e de 30% em relação ao ano anterior. As três doenças são transmitidas pela Aedes.

 

 Alerta do Ministério da Saúde

O alerta do Ministério da Saúde acontece porque o tipo 2 do vírus da dengue voltou a circular no final de 2018, depois de 10 anos sob controle.

“Existem quatro tipos de vírus de dengue, sorotipos 1, 2, 3 e 4. Cada pessoa pode ter os quatro sorotipos, mas a infecção gera imunidade permanente. Por esse motivo, o reaparecimento do sorotipo 2, que também aconteceu em Araras, é preocupante, já que vem encontrando população suscetíveis à doença, tendo potencial ainda mais grave que os outros três”, ressaltou a coordenadora.