Prefeitura Municipal recolhe 55 toneladas de lixo às margens do rio Tietê no interior de SP

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Nível da água baixou e deixou trecho com toneladas de lixo.

Por Thiago Ariosi, TV TEM

Mais de 55 toneladas de lixo que se acumularam em três dias, em Salto (SP), foram retiradas pela prefeitura. A limpeza deve durar pelo menos 10 dias depois da chuva levar o lixo da capital para o interior.

Nas margens do Rio Tietê, que subiu 6 metros nesta semana, as toneladas do lixo estão pelo trecho de mais de 100 quilômetros. Os poços desativados, que ficam em lugares de difícil acesso, ficaram cobertos de garrafas pet, embalagens plásticas e isopor.

“É um resíduo que vem lá de Guarulhos, São Paulo, Osasco e assim sucessivamente até chegar aqui [em Salto]. O volume que ele ocupa no aterro é três vezes maior do que o lixo que recebemos”, explica Ângelo Turqui Piva, secretário de meio ambiente.

Os temporais aumentam o volume de água e o alcance da mancha de poluição do rio Tietê, que passa por 62 municípios.

“Um evento como este tende a ampliar essa mancha de poluição e contaminantes até uma extensão de 360 quilômetros, da capital. Municípios que usam a água do Tietê para abastecimento público precisam suspender essa captação de água, então é um impacto acumulativo de problemas para todas as cidades”, informa Malu Ribeiro, da S.O.S Mata Atlântica.

A diretora da organização ambiental diz que além da conscientização para o descarte correto do lixo, obras de saneamento são fundamentais. O projeto para despoluir o Tietê começou há 28 anos.

De acordo com o Tribunal de Contas do Estado, o governo de São Paulo tem 16 contratos de obras pra despoluição do Tietê que, somados, chegam a quase R$ 1, 45 bilhão.

Cabreúva

Em Cabreúva, o Tietê passa perto das casas e na última chuva o nível do rio subiu mais de cinco metros.

A água do rio, que é poluída, trouxe para as casas as toneladas de lixo. Cinco dias depois da enchente, ainda há famílias retirando lama e lixo das casas.

“Parece que foi um filme de terror. Meu pai morou aqui 38 anos e eu nunca vi uma coisa dessa acontecer. Foi horrível, horrível”, disse a dona de casa Elza de Lima Bulgarim.