Preparados para atuações que vão além do combate ao crime, PMs salvam bebê engasgado em SP

“(…) Foi um momento ímpar”, contou o soldado Cabral que pela primeira vez atendeu esse tipo de ocorrência.

Quando ingressam na Escola Superior de Soldados (ESSd), muitos dos futuros militares acreditam que estão iniciando um processo de formação para combater o crime, mas no decorrer do curso aprendem inúmeras técnicas que auxiliam no salvamento de vidas.

A manobra de Heimlich, indicada para desobstrução de vias aéreas superiores, está entre os procedimentos ensinados. E foi justamente esse recurso usado pelos soldados Cabral e Franciely, do 22º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), na tarde de quarta-feira (9).

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Os dois integrantes da 4ª Companhia do batalhão estavam em patrulhamento pela rua Samuel Arnold, no bairro Cidade Ademar, na zona sul da Capital, quando um carro parou e um casal de idosos desembarcou acompanhado de uma mulher com uma criança no colo.

A mãe estava desesperada pois sua bebê, com apenas três meses de vida, não estava mais respirando após se engasgar com leite materno. Imediatamente o soldado Cabral apanhou a criança e, colocando-a de bruços sobre um de seus braços, iniciou o salvamento.

Ele encaixou o queixo dela entre dois dedos, deixando as pernas abertas – uma para cada lado do braço – e descendo um pouco o braço para o corpo da bebê ficar levemente inclinado, o soldado deu leves tapinhas nas costas, resultando na saída de um liquido pela boca.

“Após o primeiro sinal de respiro, passei a criança para a soldado Franciely que deu continuidade aos procedimentos já dentro da viatura, acompanhada da mãe, enquanto eu as conduzia ao Hospital Geral de Pedreira para um atendimento especializado”, explicou.

O soldado, que pela primeira vez realizou um atendimento do tipo em cinco anos de PM, contou que foi uma sensação única e inexplicável. “Quando eu escutei o choro gostoso da pequena Manoela, foi um momento ímpar. Pensei no meu afilhado e foi impossível não se emocionar”.

Na unidade de saúde, a criança passou por avaliação e permaneceu internada sob cuidados médicos – sem risco de morte. “Enquanto eu realizava a manobra parece que o mundo parou. Eu só tenho gratidão a Deus por me iluminar para eu colocar em prática tudo que aprendi”, concluiu o soldado Cabral.