Presos de São Paulo mantêm os estudos em dia durante a pandemia de COVID-19

Ensino formal presencial foi substituído por materiais impressos em dez unidades prisionais do Vale do Paraíba.

Cerca de 17 mil reeducandos do sistema prisional paulista têm mantido os estudos em dia. Matriculados nos ensinos Fundamental e Médio, eles estão inseridos no Programa de Educação nas Prisões, da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

Para isso, as aulas presenciais, que ocorrem em 149 presídios, foram substituídas por roteiros de estudo impressos, compostos por conteúdo das diversas disciplinas e suas respectivas atividades.

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“O estudo faz parte de todo um processo de ressocialização do reeducando e que a Secretaria tem como missão preservar”, disse o secretário da Administração Penitenciária, coronel Nivaldo Cesar Restivo.

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Os materiais são produzidos pelos próprios professores da Secretaria de Estado da Educação que ministram aulas nas unidades prisionais. Os reeducandos ficam vinculados a essas escolas, daí o nome escola vinculadora. Para estudar, os alunos podem ainda consultar os livros usados na Educação de Jovens e Adultos (EJA), disponíveis na unidade.

Antes da chegada dos roteiros de estudo, a Secretaria da Educação elaborou especialmente e enviou para estes reeducandos um kit denominado “Aprender Sempre”. Ele foi composto por gibi, livro e um guia de leitura, destinados aos anos iniciais do Ensino Fundamental; e por fascículos de matemática e português, para os anos finais dos ensinos Fundamental e Médio.

Quando as atividades dos roteiros de estudo são concluídas pelos sentenciados, as lições são devolvidas aos professores para correção, lançamento de frequência escolar e monitoramento do aprendizado.

Unidades do Vale do Paraíba

Na região, 1.019 presos realizam estudo formal em dez unidades prisionais, instaladas em Taubaté, Tremembé, São José dos Campos, Potim e Caraguatatuba.