Processado pela Ferrari agora pede indenização de R$ 100 mil por dano moral

Vitor Estevan teve um protótipo construído por ele apreendido depois que a empresa italiana alegou uso da propriedade intelectual da empresa.

O protótipo não estava pronto quando foi apreendido, em janeiro deste ano. O dentista foi encontrado pela montadora depois de anunciar a réplica por R$ 80 mil. À época da apreensão, ele alegou que tentou vender o que tinha depois de ter o consultório assaltado e, sem meios de fazer renda, tentou comercializar o trabalho, mas acabou desistindo.

A Ferrari o processa pelo uso da propriedade intelectual da empresa, ao replicar o modelo sem autorização. O veículo foi apreendido e há onze meses está no pátio da Polícia Civil de Lorena. Em agosto, o laudo da polícia civil constatou que o carro é um plágio, ainda que “não reproduza a qualidade real do original” e encaminhou à justiça para decisão final. A empresa italiana pede a destruição do veículo.

No novo processo, o dentista alega que teve prejuízo moral, já que trabalha como profissional liberal e depende do “bom nome” para o exercício da profissão. Alega ainda que teve de ser submetido a tratamento psicológico, reflexo dos impactos sofridos pela exposição depois do caso.

O pedido é de indenização por danos morais, além das custas com o advogado que o representa no processo contra a empresa em R$ 12,5 mil. Não há prazo para que o caso seja analisado pela Justiça. Em nota, a defesa do dentista informou que acredita que o pedido de indenização será acatado “como forma de concretização da justiça”.