Projeto cultural capacita mulheres para o setor da construção civil

Rio de Janeiro - O Projeto Mão na Massa para mulheres de baixa renda que queiram fazer cursos gratuitos na área da construção civil (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Por meio do projeto cultural Fazendinhando, 40 mulheres já foram capacitadas e nove delas estão inseridas no mercado de trabalho.

Por: Mariana Lima – Desde 2018, o projeto cultural Fazendinhando atua para visibilizar a arte da periferia, revitalizar espaços e ocupar. Contudo, devido à pandemia, a iniciativa fez uma série de adaptações, a partir das urgências das famílias e das crianças alcançadas.

Ao longo de 2020, o projeto chegou a doar cerca de 600 refeições por dia para a população em situação de rua e centenas de cestas básicas para famílias com condições de cozinhar os alimentos recebidos.

Sem doações ou apoios, no entanto, as entregas de cestas e marmitas acabaram suspensas. Com atuação na região do Jardim Colombo, na Zona Oeste da cidade de São Paulo, o projeto buscou inovar para conseguir cumprir seu objetivo.

Assim surgiu o projeto ‘Fazendeiras’, que oferece cursos de 40 a 80 horas, qualificando mulheres para os setores da construção civil e da gastronomia. Até agora, 40 mulheres já foram capacitadas e nove delas foram inseridas no mercado de trabalho.

Outras participantes passaram a atuar na execução de obras dentro da comunidade. O projeto permitiu melhorar a qualidade de vida, a partir da aplicação dos conhecimentos adquiridos na construção de residências das próprias mulheres.

Durante a atuação do projeto, a precariedade das edificações na comunidade foi ficando cada vez mais clara, uma vez que as casas são erguidas em regime de autoconstrução, sem qualquer assistência técnica especializada, o que acaba provocando trincas, umidade e goteiras nas casas.

Para oferecer essa base fundamental, o curso conta com professores que são moradores do Jardim Colombo, mas com experiência na construção civil, voluntários e profissionais na área de arquitetura.

Uma pesquisa realizada pelo projeto com 949 chefes de família da região, dentre os quais 702 mulheres, revelou que 54,7% declaram não estar trabalhando; 28,3% se encontram na informalidade; e 67,7% moram de aluguel ou de favor. Deste total, apenas 29% concluíram o ensino médio e 33,4% o ensino fundamental.

Vale pontuar que a residente do Fazendinhando, Ester Carro, e mais dois líderes foram selecionados para um intercâmbio em Bogotá, capital da Colômbia, para ter contato com novos aprendizados no modelo de gestão de projetos sociais, além de estruturar um projeto para a comunidade local em conjunto com a Fundación Jesús El Buen Pastor.

Fonte: ECOA | UOL

CLIQUE NA IMAGEM E FALE DIRETO PELO WHATSAPP
ÁGIL DPVAT