Projeto ensina trocar carnes por plantas alimentícias com o mesmo valor nutricional

Elas são cultivadas em uma horta comunitária e se tornam uma opção mais barata para o consumo de proteínas.

Um projeto gastronômico ensina os moradores da região do Centro de Referência e Assistência Social (Cras) São Rafael, em Araraquara (SP), a substituírem o consumo de carnes por plantas alimentícias que possuem a mesma quantidade de proteínas.

A oficina é ministrada por nutricionistas voluntários que ensinam opções de cardápios saudáveis, com custos reduzidos e ecológicos, visto que as plantas não convencionais utilizadas no preparo das refeições são aquelas que normalmente seriam descartadas no lixo.

As plantas não convencionais, também conhecidas por pancs, são cultivadas pelos próprios moradores do bairro em uma horta comunitária. Além de plantar e colher, eles também podem consumir os alimentos e o excedente é doado ao banco de alimentos da cidade para servir de consumo para outras famílias de outras regiões.

“Quem trabalha na horta pode levar os alimentos para casa, mas nós também fazemos a doação do que sobra para o banco de alimentos, para não ter desperdícios, nem jogar fora. Mas só pode consumir os alimentos quem trabalha na horta”, explicou uma das participantes do projeto, Camila da Silva Marcos.

A oficina em Araraquara busca ensinar uma opção alternativa com custos reduzidos aos moradores de baixa renda — Foto: Victor Diagonel/EPTV

Uma opção mais acessível

Com a situação financeira de inúmeras famílias agravada pela pandemia, a substituição por plantas no cardápio se torna uma opção mais acessível, já que a carne foi um dos alimentos mais afetados pela pandemia, registrando um aumento no preço de mais de 35% no acumulado de 12 meses.

Além de reduzir os custos da compra do mês, algumas plantas alimentícias são ricas em proteínas, como a ora-pro-nóbis e o peixinho da horta, se tornando uma alternativa ao consumo dessa fonte de energia e mantendo o valor nutricional da refeição.

“As pessoas podem utilizar essas pancs, como a ora-pro-nóbis, em substituição à carne, porque ela acaba suprindo boa parte da proteína. Então, quando se acrescenta uma dessas plantas em uma preparação, você enriquece ela nutricionalmente, se tornando um prato saboroso, nutritivo e com maior teor de proteína”, explicou a nutricionista Paula Fernanda de Oliveira.

A oficina gastronômica em Araraquara traz como opção de cardápio plantas não convencionais, como a ora-pro-nóbis — Foto: Victor Diagonel/EPTV
CLIQUE NA IMAGEM E FALE DIRETO PELO WHATSAPP
ÁGIL DPVAT