Projeto Lucy em Ação promove encontro com movimentos de inclusão

Evento teve participação de representantes de grupos que promovem ações voltadas a pessoas com deficiência.

O projeto Lucy em Ação, da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, promoveu o quarto encontro do grupo, com o tema “A importância dos movimentos sociais ativistas pela inclusão e luta da pessoa com deficiência na sociedade”, na última sexta-feira (8). O encontro ocorreu no Instituto de Medicina Física e Reabilitação Vila Mariana, na capital paulista.

Entre os participantes convidados estavam o rapper Billy Saga, um dos fundadores do Movimento SuperAção e o publicitário Rodrigo Seixas, da agência Z+, idealizadora do projeto “Sem rampa, calçada é muro”. O evento foi conduzido pelo médico fisiatra do instituto, André Sugawara.

O Lucy em Ação tem por objetivo a inclusão de pessoas com deficiência na sociedade, por meio da ocupação de espaços públicos e privados, rompendo barreiras físicas e atitudinais e tornando-os protagonistas de um processo de transformação social.

Criado em 2003, o Movimento SuperAção é uma ONG que tem como missão promover a defesa dos direitos humanos e o exercício da cidadania das pessoas com deficiência, por meio de uma estratégia de ação e mobilização social baseada na militância.

Para Billy Saga, não importa quanto tempo e energia são gastos para fazer algo. Se a ação impactar uma única pessoa, o esforço já valeu a pena. “Meu primeiro desafio foi dentro da minha própria casa. E eu decidi seguir em frente. Todos nós temos o potencial para mudar ou melhorar algo”, afirmou.

o projeto “Sem rampa, calçada é muro”, é fruto de uma parceria entre o Movimento SuperAção e a agência Z+, que se uniram a fim de chamar a atenção para a falta de acessibilidade em São Paulo: eles convidaram artistas para grafitarem calçadas onde, na verdade, deveriam existir rampas. Com ótimos resultados, o projeto recebeu diversos prêmios e se espalhou por todo o país.

“Acredito que devemos interferir nas pequenas coisas. Ações que podem não impactar a nossa vida diretamente, mas que podem fazer toda a diferença para outras pessoas”, disse Seixas.