Qual o impacto do Open Banking na vida dos brasileiros?

Não ter dinheiro para cuidar das demandas familiares é um dos maiores motivos para o desenvolvimento de doenças de ordem emocional.

A saúde financeira dialoga diretamente com o bem-estar mental e físico do trabalhador. Não por acaso: quando estamos com o chamado estresse financeiro – ou seja, quando temos receio de ficar sem dinheiro, não conseguimos fechar as contas do mês ou contraímos dívidas -, entramos em brigas constantes, perdemos a capacidade de dialogar, nos sentimos fisicamente exaustos e, frequentemente, passamos por sofrimento mental.

Não ter dinheiro para cuidar das demandas familiares é um dos maiores motivos para o desenvolvimento de doenças de ordem emocional. Em tempos de pandemia e com o avanço do desemprego entre as pessoas em idade ativa no Brasil, cada vez mais pessoas têm se sentido exaustas, preocupadas e, infelizmente, adoecidas.

Para garantir que os seus funcionários estejam bem e saudáveis, é dever das empresas manter o diálogo constante, mesmo que todos estejam em home office. Além disso, vale investir em parcerias com espaços de terapia, meditação e similares, mas que os colaboradores possam ter opções para cuidar de si mesmos.

Por falar em cuidar e melhorar a experiência das pessoas… Você já ouviu falar de Open Banking? Sabe como isso vai impactar na sua vida muito em breve? Se ainda não, fique por aqui: neste artigo, falaremos mais sobre o assunto.

Open Banking: de onde veio?

Como o nome sugere, trata-se de um sistema bancário aberto. Na prática, ele significa que os dados dos usuários podem ser compartilhados entre instituições financeiras, desde que com a devida autorização.

Segundo a Lei Geral de Proteção de Dados, os dados de um indivíduo não pertencem a terceiros, mas apenas a ele. Isso significa que, caso seja de sua preferência, ele pode compartilhar os seus dados com uma, duas ou mais instituições. Esse é o princípio do Open Banking.

O conceito surgiu na Europa, há cerca de seis anos, com o intuito de facilitar processos que, ainda hoje, são considerados lentos e burocráticos. Quando compartilhamos os dados de uma instituição para outra, aceleramos tarefas que deveriam ser feitas manualmente.

O Open Banking aumenta a competitividade dentro do setor, uma vez que faz com que os bancos queiram aumentar a satisfação do usuário para mantê-lo por perto, mas não só: isso facilita a contratação de serviços, permite o surgimento de novas soluções e personaliza a experiência do indivíduo como um todo.

Por aqui, trata-se de algo que ainda não é tão conhecido pelo grande público porque, de fato, é bem recente: o Open Banking passou a ser relevante no contexto brasileiro no dia primeiro de maio de 2020, quando o Banco Central, junto com Conselho Monetário Nacional, fizeram a sua regulamentação.

A implementação teve o prazo inicial para o dia 30 de novembro de 2020. O prazo estimado para a finalização desse processo é outubro de 2021.

Como é feito o compartilhamento de dados?

Uma vez que estamos falando de material sensível – informações pessoais -, é obrigatório que o tratamento e o compartilhamento de dados seja feito por meio de sistemas seguros, com criptografia.

No caso do Open Banking, o que entra em cena são as chamadas Interfaces de Programação de Aplicação, também chamadas de APIs.

APIs são padrões do universo da computação que, no caso do Open Banking, são públicos e regulados pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional. Na prática, isso significa que apenas instituições que estão de acordo com a regulamentação podem acessar os dados em questão.

Para que isso possa acontecer, as instituições financeiras terão que adequar os seus sistemas, para que estes possam dialogar com os sistemas de outros bancos. É um processo um pouco demorado, mas que será fundamental para permitir a dita integração e o funcionamento correto do Open Banking.

As APIs, que estarão disponíveis apenas para instituições específicas, colaboram para o processo de segurança dos dados. Afinal, elas são monitoradas e reguladas de forma intensa e qualquer transgressão poderá ser capturada.

Você deve estar se perguntando: como isso afeta a minha vida? A verdade é que as instituições de grande porte estão aderindo ao Open Banking, então se trata de uma situação que está chegando com fôlego total em terras brasileiras.

É facultativo oferecer seus dados a outras instituições financeiras, mas é preciso entender que se trata de algo que já é realidade e que, dentro de poucos meses, fará parte de nosso cotidiano.

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ÁGIL DPVAT