Queda de balão e vandalismo estão entre os motivos de incêndios florestais em SP

Em 2020, por exemplo mais de 90% das 269 ocorrências de incêndios florestais tiveram como causa ações humanas que poderiam ter sido evitadas.

A queda de balão, o uso irregular do fogo em atividades agropecuárias e o vandalismo estão entre os motivos que causam incêndios florestais em São Paulo, segundo dados do Painel Geoestatístico dos Incêndios Florestais em Unidades de Conservação e Áreas Protegidas publicado pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente.

Em 2020, por exemplo, mais de 90% dos 269 focos tiveram como causa ações humanas que poderiam ter sido evitadas. Em 2021, das 13 ocorrências registradas até agora, maior parte também está relacionada ao uso irregular do fogo.

O incêndio florestal prejudica a vegetação e causa a morte de animais silvestres, além de aumentar a poluição do ar, diminuir a fertilidade do solo, oferecer risco de queimaduras, acidentes com vítimas e causarem problemas de saúde na população.

Para prevenir as queimadas, a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente promove até o mês de outubro uma campanha de conscientização com objetivo de alertar a população o perigo que essas atitudes podem causar.

As mensagens sobre os riscos, por exemplo, de jogar bitucas de cigarro na mata e soltar balões estão sendo divulgada nas redes sociais de todos os órgãos integrantes da Operação Corta-Fogo e também estão disponíveis ao público.

Para acessar, basta entrar no link, baixar o conteúdo digital e fazer a divulgação: http://bit.ly/materialcortafogo

A Operação Corta-Fogo

Em 2010, o estado de São Paulo instituiu o Sistema Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, que visa, dentre outras ações, a diminuir os focos de incêndio no estado e estimular o desenvolvimento de alternativas ao uso do fogo para o manejo agrícola, pastoril e florestal.

Esse sistema, chamado de Operação Corta-Fogo, é composto por diversos órgãos e desenvolve uma série de atividades de forma permanente, de acordo com as necessidades e priorizações que cada período exige, dentro de um cronograma ao longo do ano.

Elas são as chamadas fases verde, amarela e vermelha:

Fase verde (janeiro a março, novembro e dezembro). Essa fase é dividida em duas etapas. A primeira delas, de janeiro a março, é dedicada a atividades de planejamento e início das medidas de prevenção e preparação. No final do ano, é realizada uma avaliação da temporada de incêndios e são iniciados os preparativos para o ano seguinte.

Fase amarela (abril e maio). A fase amarela requer foco nas ações preventivas e de preparação para enfrentar os incêndios florestais. Nessa fase, as atividades de treinamento, capacitação, elaboração e revisão de planos preventivos e de contingência ganham prioridade.

Fase vermelha (de junho a outubro). Nessa fase, as ações de combate ao fogo e de fiscalização repressiva são priorizadas e as estratégias de comunicação e campanhas preventivas ganham reforço.

Órgãos participantes:

Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDEC)

Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo (CBPMESP)

Polícia Militar Ambiental

Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb)

Fundação Florestal.

A coordenação do sistema é feita pela CFB – Coordenadoria de Fiscalização e Biodiversidade, da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente.

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ÁGIL DPVAT