Queijo brasileiro fica em segundo lugar em quantidade de medalhas em concurso mundial da França

País conquistou 57 medalhas. Mondial du Fromage et des Produits Laitiers acontece entre 12 e 14 de setembro.

Brasil conquistou 57 medalhas no concurso mundial de queijos na França. Com o quadro, o país ficou atrás apenas dos franceses em quantidade de medalhas.

O Mondial du Fromage et des Produits Laitiers de Tours é organizado pela Guilde Internationale des Fromagers e acontece de 12 a 14 de setembro. O evento, que está em sua 5° edição, promove premiações, palestras e encontros de profissionais do setor.

Os produtos brasileiros foram enviados ao exterior com a organização da SerTãoBras, uma associação voltada para trabalhadores rurais. Segundo a instituição, concorreram 183 queijos de Minas Gerais, São Paulo, Pará, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Ao todo, 900 queijos de 46 países competiram pelas 331 medalhas. Com as 57 vitórias, o Brasil levou quase 20% dos prêmios. “Já é a terceira vez que a gente participa desse mundial, mas nos superamos em quantidade de medalhas e de queijos”, comenta Débora Sperat Czar, presidente da SerTãoBras.

Ela afirma que o queijo brasileiro ainda não é valorizado como os do exterior e, por isso, a participação dos profissionais neste tipo de concurso é fundamental. Segundo a presidente, o valor comercializado no Brasil de um queijo vencedor pode subir em até 200%, melhorando a remuneração do produtor. Além disso, o laticínio passa a ser mais buscado pelos clientes.

Para ela, o queijo brasileiro é único e, por ser mais rústico, chama a atenção dos franceses, formando, inclusive, filas nos stands para degustação e com diversos interessados na importação dos produtos.

Standy brasileiro no Mondial du Fromage et des Produits Laitiers de Tours — Foto: Divulgação SerTãoBras

Brasil no pódio

Entre as vitórias brasileiras, foram 5 medalhas super ouro, as mais cobiçadas e mais raras, 11 de ouro, 24 de prata e 17 de bronze. Apenas Minas Gerais foi responsável por 40 das 57 medalhas.

No estado, o queijo Maria Nunes, da produtora Christiane Brandão, ganhou pela segunda vez a prata. “Não caibo de felicidade”, comentou. A primeira vez que venceu o concurso foi em 2019, antes da competição ter um intervalo devido a pandemia.

São Paulo levou 15 medalhas e teve um dos destaques brasileiros: a queijeira Camila Almeida, da fazenda Estância Silvania, conseguiu 2 medalhas de ouro com o queijo Primavera Silvania e Serrinha na cerveja, 1 de bronze com o Taiada Silvania e 2 medalhas de prata com queijos maturados. “A experiência de ser premiado frente a mais de 900 produtos de 46 países participantes é uma sensação ímpar e finalizar os resultados como a fazenda mais premiada do Brasil e entre as 5 melhores do mundo foi surreal”, comemora a produtora.

Os queijos de Camila trazem características brasileiras. O Taiada Silvania, por exemplo, é feito com, iça, uma iguaria brasileira muito forte na culinária do Vale do Paraíba. Camila conta que, por causa da pandemia, o trânsito dentro da feira e nos locais públicos no país exigia o comprovante de vacinação e quando voltou ao Brasil fez o teste para Covid-19.

Em 2022, o Brasil irá realizar o seu segundo Mundial de Queijos, também em parceria com a Guilde Internationale des Fromagers. O evento ocorrerá em Inhotim, Minas Gerais, entre 15 a 18 de setembro.

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ÁGIL DPVAT