Reeducandas apresentam teatro de fantoches em Mogi Guaçu, SP

Ação faz parte do Programa de Educação para o Trabalho e Cidadania, que visa a reinserção social das participantes.

Incentivar que mais reeducandas escolham o caminho do conhecimento foi o objetivo da apresentação do teatro de fantoches na Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu (SP). Ao todo, 18 reclusas participaram do Programa de Educação para o Trabalho e Cidadania (PET), realizada em 18 de setembro. A ação é resultado de um trabalho desenvolvido pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e Fundação “Dr. Manoel Pedro Pimentel” (Funap), por meio de articulações do Grupo Regional de Ações de Trabalho e Educação (Grate) e da Diretoria do Centro de Trabalho e Educação (DCTE).

A apresentação foi uma maneira lúdica de explicar a importância do programa e seus módulos para reeducandas que ainda não participam do curso PET, visando contribuir com a inclusão social por meio do desenvolvimento de competências e habilidades que ampliem as possibilidades de inserção no mercado de trabalho e a participação na sociedade.

“O teatro motiva outras detentas a entrarem para o curso, o que as leva a compartilhar novas visões do mundo de trabalho, como o empreendedorismo, que auxilia na reinserção social e, assim, aproveitar a segunda chance”, disse uma das participantes, de 31 anos. Ela também frequenta as aulas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e está concluindo o curso PET.

Segundo a Diretora da unidade prisional, Daniele de Freitas Melo, a participação das reeducandas no programa PET norteia seus objetivos pessoais e profissionais após o cumprimento da pena. ”A apresentação do teatro é um meio de motivar outras a participar também do curso”, afirma.

Atualmente, o programa está presente em quase todo o sistema penitenciário do Estado de São Paulo, composto por 175 estabelecimentos prisionais. Implantado em junho de 2013, o PET completou seis anos de atividades. A ação é uma política pública da SAP, desenvolvida e aplicada pela Funap para complementar a formação social e profissional da população carcerária.

O PET é dividido em 10 módulos de 12 horas, agrupados em três blocos definidos a partir dos eixos básicos como desenvolvimento pessoal, profissional e social. Desde a sua implementação, mais de 100 mil presos foram atendidos.