Reforma da Previdência: ainda é possível se aposentar?

Aprovada em 2019, a Reforma da Previdência ainda aterroriza muitos brasileiros. Com o endurecimento das regras da aposentadoria pública, muitos contribuintes se perguntam se será possível se aposentar no futuro?

Não à toa, o número de pessoas que investem na previdência privada para formarem uma aposentadoria por conta própria aumentou após a aprovação do projeto. O fato é que as mudanças nas regras da aposentadoria pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) alteram o planejamento previdenciário de muitos brasileiros.

Por que planejar a aposentadoria é importante?

A aposentadoria pública é um direito de todo cidadão brasileiro, mas é importante planejá-la para não se surpreender com os valores no futuro. Por isso, se planejar para a aposentadoria é fundamental para garantir que você irá se aposentar com o maior benefício possível.

Dessa maneira, você pode encontrar as melhores maneiras de usar as regras de transição e aproveitar da melhor maneira as mudanças causadas pela Reforma da Previdência a seu favor. Cada caso é um caso, então é fundamental que você faça os cálculos, entenda as regras e entenda qual é o melhor momento e opção para se aposentar.

Outro ponto importante do planejamento previdenciário é formatar um plano de aposentadoria à parte, apostando na previdência privada para engordar o seu benefício no futuro. Os planos de previdência privada devem ser usados como uma espécie de aposentadoria complementar para garantir uma renda a mais após você deixar de trabalhar.

O que considerar na hora de planejar a sua aposentadoria

É preciso primeiro entender os principais efeitos da Reforma da Previdência para os contribuintes. A reforma entrou em vigor no dia 13 de novembro de 2019, a partir desta data os trabalhadores que ainda não haviam conseguido a aposentadoria até então, ficam obrigados a se aposentar sobre as novas regras, respeitando as regras de transição.

Para entender o melhor momento para se aposentar, o contribuinte deve saber se está próximo de atingir as regras para ter acesso ao benefício através de uma consulta ao CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais), que pode ser acessado através de login no site do INSS.

No cadastro, constam todos os registros profissionais e valores dos salários recebidos ao longo de todo o período de trabalho. Dessa maneira, é possível calcular o tempo total de contribuição que você já possui e qual é a melhor regra de transição para se encaixar.

Existem algumas regras de transição, são elas: o pedágio de 50%, o pedágio de 100%, a aposentadoria por idade mínima, a aposentadoria por pontos e a aposentadoria por idade progressiva.

Qual é a regra de contribuição para se aposentar mais rápido?

A regra de transição que é considerada a forma mais rápida para se aposentar é o pedágio de 50%. Nessa regra, o profissional trabalha mais 50% do tempo que faltava para se aposentar até a reforma entrar em vigor.

Essa regra vale para pessoas que estavam a, no máximo, dois anos de se aposentar pela regra antiga. Para entender de uma forma simples, se faltava um ano para se aposentar pela regra antiga, o contribuinte deve trabalhar por, pelo menos, mais seis meses para dar entrada em sua aposentadoria.

Mesmo que essa seja a forma de se aposentar mais rápido para quem já estava à beira de conseguir a aposentadoria na regra antiga, especialistas apontam que em alguns casos o pedágio de 50% pode ser um fator decisivo para diminuir o valor da aposentadoria.

Pelo fator previdenciário da nova reforma, o pedágio de 50% diminui a renda de quem se aposenta mais jovem, chegando a diminuir a renda pela metade, ou seja, o contribuinte só terá direito a um benefício de 50% sobre a sua média salarial, o que representa uma perda muito grande.

Especialistas apontam que outras regras de transição que garantem ao menos, o benefício de 60% da média salarial pode ser mais vantajoso para estes contribuintes. Talvez trabalhar mais alguns anos seja a melhor opção para receber um valor mais equivalente ao do salário que o contribuinte recebia quando trabalhava.

Previdência privada são fatores importantes no planejamento da aposentadoria

A Reforma da Previdência mudou as principais regras da aposentadoria pública, diminuindo consideravelmente o valor do benefício para muitos contribuintes. A média salarial será menor em qualquer regra de transição, por exemplo, já que passam a contar todos os salários a partir de julho de 1994, quando antes eram descartados os 20% menores salários deste período.

Além disso, no cálculo da maioria das regras da transição, o contribuinte deve obter apenas 60% da sua média salarial pelo tempo de contribuição comum. Para aumentar a média, ele precisa trabalhar por mais tempo. A cada mais um ano de contribuição, a média salarial aumenta em 2%.

Com isso, a previdência privada é um investimento importante para engrossar o valor da aposentadoria no futuro. Escolhendo um plano que tenha uma boa rentabilidade, o contribuinte pode acumular um montante considerável para aumentar consideravelmente o seu benefício no futuro.

Essa é a melhor forma de tentar equiparar o seu benefício ao salário que você ganhava quando se aposentou. Por isso, estude bastante sobre previdência privada e aposte nesse investimento para tornar a sua aposentadoria mais vantajosa.

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ÁGIL DPVAT