Saiba qual a atual situação da pirâmide etária no Brasil

Temos nos perguntado muito sobre o futuro de nossas gerações após o evento da Covid-19 – e, além disso, qual será o impacto da dita enfermidade na pirâmide etária brasileira.

Com as alterações causadas pela Reforma da Previdência, a instabilidade econômica e todos os desafios tornados reais pela pandemia do novo coronavírus, cada vez mais pessoas têm buscado informações sobre a previdência complementar e o seu impacto no bem-estar durante a aposentadoria. Não é por acaso: vivemos mais do que costumávamos viver há alguns anos, por conta dos avanços da medicina, das novas possibilidades de alimentação, etc.

Apesar disso, temos nos perguntado muito sobre o futuro de nossas gerações após o evento da Covid-19 – e, além disso, qual será o impacto da dita enfermidade na pirâmide etária brasileira. Se você gostaria de entender um pouco mais sobre o assunto, confira o material que preparamos a seguir.

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Entendendo a pirâmide etária

Pirâmides etárias são indicados populacionais. Através de gráficos (e após extensa análise estrutural), é possível analisar a população de um local segundo faixas de idade e gênero. Os gráficos são feitos da seguinte forma: no topo, há a população idosa. No corpo, a população adulta. A base, por fim, representa a população jovem.

O eixo vertical corresponde às faixas de idade, enquanto o eixo horizontal corresponde à quantidade de pessoas (homens à esquerda, mulheres à direita) representadas no gráfico.

Países desenvolvidos geralmente têm pirâmides etárias com taxas de natalidade baixas, assim como taxa de mortalidade controlada – afinal, há mais acesso a remédios, melhor qualidade de vida, etc.

Países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos, por sua vez, costumam apresentar baixa expectativa de vida, além de taxas de natalidade e mortalidade elevadas.

Pirâmide etária do Brasil

A transição demográfica brasileira, ou seja, a queda das taxas de mortalidade e natalidade, ocorreu no século XX. O século XXI, que estamos vivendo, será bastante diferente dos anteriores por conta disso.

Em 1950, a população do Brasil era de quase 54 milhões de habitantes: entre eles, 26,7 milhões de homens e 27,2 milhões de mulheres. A maior parte da população era jovem, com alta proporção de crianças e adolescentes e proporção muito baixa de idosos.

Metade da população tinha menos de 20 anos de idade – a idade mediana, para sermos mais específicos, era de 19,2 anos.

Em 2020, segundo informações disponibilizadas pela ONU, a pirâmide brasileira apresentou modificações significativas: temos cerca de 104,4 milhões de homens e 108,2 milhões de mulheres. A idade mediana, por sua vez, subiu para 33,5 anos.

Projeções possíveis

É impossível, como sabemos, fornecer os números certos da população daqui a um número específico de anos. As projeções atuam no sentido de fornecer guias e possibilidades para o futuro.

No cenário de projeção alta, a população, em 2100, seria de 272,7 milhões de brasileiros, com idade média de 42,3 anos. A projeção média, por sua vez, sugere população de 180,7 milhões, com idade média de 51,4 anos.

Por fim, no cenário de projeção baixa, a população é de 114,4 milhões de ambientes em 2100, com idade mediana de 62,6 anos.

Como estamos hoje e o que isso significa?

O Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV Social) divulgou, em meados de abril deste ano, que 10,53% da população brasileira têm 65 anos ou mais.

O aumento da população com 65 anos ou mais foi de 20% em comparação aos dados de 2012. Entre os idosos, a maioria são mulheres, amarelas ou brancas. Na prática, isso significa que estamos envelhecendo e perdendo a característica de sermos “um país novo”.

O número da população ativa está em queda, portanto, o que pode fazer com que o crescimento fique estagnado por um tempo (a menos que haja aumento de produtividade de forma significativa ou mudanças econômicas de porte quase milagroso).

Em 2020, dez a cada cem brasileiros possuem mais de 65 anos. Como já comentamos, isso é um bom sinal, visto que sinaliza que houve melhora na qualidade de vida e na manutenção dos sistemas de saúde. Porém, é preciso ter atenção: o melhor momento do bônus demográfico, que ocorre quando a maior parte da população é ativa, está passando.

Visto que estamos em um período histórico onde não há perspectiva no aumento geral da renda per capita ou no acúmulo de riquezas, isso pode significar que haverá perda de qualidade de vida geral (já que haverá menos população ativa no futuro).

Mais uma razão para garantir ganhos extras no futuro e, assim, ter uma aposentadoria mais tranquila e menos condicionada às alterações econômicas em vigor.