Secretaria da Saúde de SP alerta sobre fatores de risco e cuidados com o coração

 Infartos afetam principalmente homens e pessoas com 50 anos ou mais.

Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, preparou um alerta sobre os cuidados e fatores de risco do coração com apoio do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC), referência na área. O Dia Mundial do Coração foi comemorado na terça-feira (29).

Similarmente a diversas doenças, as medidas preventivas para ter um coração “saudável” incluem hábitos como atividade física e alimentação nutritiva e balanceada, além de idas regulares aos médicos. As recomendações sejam válidas para todos, independentemente de faixa etária e sexo, mas atenção especial deve ser dada ao público masculino, que responde por cerca de 63% dos infartos, e pelas pessoas com mais de 50 anos, que representam 85% das vítimas desse problema cardiológico.

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O Estado de São Paulo registrou, de janeiro a julho deste ano, 20.771 internações relacionadas a infartos do miocárdio, sendo 13.245 em homens e 7.526 em mulheres. Os dados mostram, ainda, que 85% do total das vítimas possui mais de 50 anos.

Durante todo o ano de 2019, foram contabilizados 36.823 casos, divididos em 23.353 em homens e 10.617 em mulheres. Os números estão disponíveis no DATASUS, banco de dados oficial para estatísticas de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).

A proporção menor no público feminino está relacionada a questões hormonais. Segundo Feres, mulheres em fase reprodutiva (fértil) contam com hormônios femininos protetores, que reduzem significativamente o aparecimento de uma doença coronária.

Sintomas

Os sintomas mais comuns de problemas cardiovasculares são cansaço, falta de ar, náuseas, suor intenso e dor no peito que irradia para o braço esquerdo. Entre os sintomas mais raros, mas também possíveis, estão dores abdominais e enjoos, além de cansaço excessivo e sem causa aparente.

Todos esses sintomas, sejam eles de maneira individual ou coletiva, representam riscos à saúde, mas podem ser facilmente confundidos com outras doenças mais cotidianas. “Nem toda dor no peito é sintoma de infarto. Mas se a dor passar a incomodar e se juntar a outros sintomas, a recomendação é a procura imediata por um serviço de saúde para avaliação da situação”, orienta o diretor do IDPC, Fausto Feres.

Os principais fatores de risco que podem afetar a saúde do coração são obesidade, índices elevados de pressão arterial, colesterol, glicemia, sedentarismo, tabagismo e dieta não saudável ou irregular. Visitas regulares a um cardiologista, com a realização de exames rotineiros como eletrocardiograma e teste ergométrico simples, são essenciais.

Infarto e ataque cardíaco

Infartos e ataques cardíacos podem atingir pessoas de todas as idades, independentemente do sexo. Embora muitas vezes sejam utilizados como equivalentes, são diferentes, e procurar um serviço de saúde diante de sintomas como os listados acima.

“Para um correto e ágil diagnóstico de qualquer doença cardiovascular, é preciso estar atento aos indícios que o coração nos dá quando algo não está muito bem”, destaca Feres. “Antes de qualquer coisa, é preciso saber que ataque cardíaco e infarto não são sinônimos.

O ataque cardíaco se refere a qualquer enfermidade fatal ou quase fatal do coração, como, por exemplo, as paradas cardíacas. Já o infarto acontece quando um coágulo bloqueia, de forma súbita e intensa, o fluxo sanguíneo para o coração”, explica.

Em casos de dores, “é recomendado que o paciente procure um médico imediatamente e nunca espere a dor passar ou tomar algum medicamento”, complementa Marcelo Sampaio, cardiologista do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.

O instituto é internacionalmente reconhecido e referência em prestação de assistência médico-hospitalar, em regime ambulatorial, de emergência e de internação na área cardiovascular, visando à promoção de saúde, a proteção contra doenças cardiovasculares, o diagnóstico, o tratamento e a reabilitação da população portadora desta patologia.