Setor de serviços cai pelo segundo mês seguido em fevereiro e acumula retração de 2% em 2022

Apesar da queda de 0,2%, atividade ainda está 5,4% acima do nível pré-pandemia; em 12 meses, segmento acumula ganho de 13%.

A prestação de serviços recuou 0,2% em fevereiro, o segundo mês seguido de desempenho negativo após retração de 1,8% em janeiro. Com o resultado, a atividade acumula queda de 2% em 2022, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira, 12.

Apesar da performance negativa, os serviços estão 5,4% acima do patamar pré-pandemia, em fevereiro de 2020. Além de responder pela principal fatia do Produto Interno Bruto (PIB), o setor detém o maior mercado de trabalho brasileiro. Em relação a fevereiro de 2021, a prestação cresceu 7,4% — a 12ª taxa positiva —, e em 12 meses acumula alta de 13%. Das cinco atividades pesquisadas pelo IBGE, duas tiveram queda.

“Ainda que haja um predomínio de taxas negativas, o saldo desses 6 meses ficou em 0,1%, ligeiramente positivo e muito próximo da estabilidade. Isso configura um setor de serviços mais estacionário, mostrando uma acomodação dos ganhos auferidos até agosto de 2021”, afirma o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

O principal impacto negativo veio dos serviços de informação e comunicação (-1,2%), que recuaram pelo terceiro mês consecutivo. A atividade está num patamar 8,6% acima de fevereiro de 2020.

“O que puxou a queda dessa atividade foram as telecomunicações, que caíram 2,8% em fevereiro. Esse segmento, que é o de maior peso na pesquisa, encontra-se 9% abaixo do patamar pré-pandemia”, explica Lobo. A atividade de outros serviços registrou a segunda queda consecutiva, acumulando perda de 1,3% nos dois primeiros meses de 2022. “O que puxou para baixo foi o segmento de coleta de resíduos não perigosos”, diz o pesquisador.

O destaque pelo lado das altas ficou com os transportes, que cresceram 2% em fevereiro, e serviços profissionais, administrativos e complementares, que subiram 1,4%. Já os serviços prestados às famílias variaram 0,1% em fevereiro.

“A atividade ficou muito próxima da estabilidade e praticamente não influenciou no resultado do setor de serviços. Mas é preciso lembrar que houve queda em janeiro, interrompendo uma sequência de nove taxas positivas seguidas, e, agora, a estabilidade”, destaca o gerente. A atividade, muito impactada pela pandemia, está em um patamar 14,1% abaixo de fevereiro de 2020.

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