Síndrome respiratória: internações de crianças e adolescentes já superam total de 2020

O chefe do médico da UTI, Everton Padilha Gomes, examina uma radiografia de tórax de um paciente em um hospital de campo criado para tratar pacientes que sofrem da doença por coronavírus (COVID-19) em Guarulhos, São Paulo

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) pode ser causada por vários vírus respiratórios, incluindo a Covid-19. Até agosto de 2021, houve um aumento de 17% nas internações.

O número de internações de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2021 já supera o total do ano passado. O dado de 2021 já é 17% maior do que o registrado em todo o ano de 2020.

Segundo dados obtidos na plataforma Sivep-Gripe (Sistema de Informação de Vigilância da Gripe), do Ministério da Saúde, e compilados pelo Info Tracker (plataforma criada pela USP e Unesp para monitorar a pandemia), 89.826 crianças foram internadas com quadros respiratórios entre janeiro e agosto deste ano, contra 76.975 em 2020 (de janeiro a dezembro).

A SRAG pode ser causada por vários vírus respiratórios, incluindo a Covid-19.

Se dividir por faixa etária, as crianças de 0 a 4 anos foram as mais afetadas, com um aumento de 35% entre um ano e outro. Em todo 2020, foram registradas 40.172, contra 54.342 até agosto deste ano. Entre 5 e 9 anos, o aumento foi de 1%: 23.840 contra 24.089. Já na faixa dos 10 aos 14 anos, houve queda de 10%: 12.650 (em 2020) e 11.395 (em 2021).

O número de óbitos em 2020 ainda é maior que em 2021. No ano passado, de janeiro a dezembro, 2.397 crianças de 0 a 14 anos morreram por SRAG. Em 2021, foram 1.656 registros.

Vacinação de crianças e adolescentes

Crianças de 0 a 11 anos ainda não podem receber as vacinas contra a Covid-19. Em junho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da vacina da Pfizer para adolescentes a partir dos 12 anos.

Em setembro, após um vai e vem, o Ministério da Saúde voltou a liberar a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos, mesmo os sem comorbidades, contra a Covid-19.

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ÁGIL DPVAT