Supermercados terão que utilizar carrinhos adaptados a crianças com deficiência

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Uma lei aprovada pela Câmara de Vereadores na semana passada obriga os supermercados de Araras considerados de grande porte a adotarem em seus estabelecimentos carrinhos adaptados.

Supermercados: Apesar da ideia ter recebido elogios dentro da própria Câmara, sua forma de elaboração preocupa alguns supermercadistas e até entidades do setor. O presidente da Apae de Araras, Valdir Favetta, conta que a entidade, uma das grandes interessadas no assunto, não chegou a ser consultada para elaboração da norma.

Favetta também é proprietário de supermercado em Araras, e conta que as lojas geralmente já disponibilizam aos clientes cadeira de rodas. O problema da lei, segundo ele, é que cada criança tem uma necessidade específica. Por isso há dificuldade em se disponibilizar um carrinho padrão, que atenda às necessidades de todas as crianças que tenham necessidades especiais.

De fato a norma não é específica quanto às medidas e formatos dos carrinhos. Mas especifica apenas que supermercados e hipermercados, instalados no município de Araras, com construção acima de 700m². Deverão possuir 2% do total de carrinhos de compras adaptados para a locomoção de crianças portadoras de necessidades especiais.

RESPOSTA

As redes que responderam à nossa reportagem garantiram que vão respeitar a regra imposta. “A gente é solidário à causa”, pontua o presidente da Apae, Valdir Favetta. Ele reforça que entidades como a própria Apae poderiam ter sido convidadas à participação mais efetiva nesse tipo de norma. Apesar disso, Favetta garante algumas redes possuem cadeiras de rodas ou carrinhos elétricos.

O custo para a compra dos carrinhos não deve pesar aos mercados, mas o temor é de outros proprietários ouvidos pela Tribuna é que os carrinhos não atendam às exatas medidas de algumas crianças. Então o risco seria de acidentes que poderiam prejudicar as próprias crianças a serem atendidas.

SUPERMERCADOS DELTA

A rede de Supermercados Delta foi uma das consultadas. A rede informou que ainda não tomou ciência do teor dessa pretensa nova norma que regula a disponibilização de carrinhos de compras especiais. O Delta de Araras não possui carrinhos adaptados, mas garante que irá disponibilizá-los, se assim for imposto. “Não possuímos nenhum desses carrinhos em nossas lojas no momento. No entanto, assim que a norma for publicada com as especificações do equipamento, atenderemos as exigências dentro do prazo determinado pelas autoridades de Araras”, estima a rede.

As redes Walmart, Pague Menos e Copacabana também foram procuradas, mas até o fechamento desta edição não chegaram a responder oficialmente ao contato da Tribuna.               

MERCADOS

O projeto de lei aprovado pela Câmara, ainda não recebeu sanção do prefeito Pedrinho Eliseu (PSDB). Obrigando os supermercados de Araras a adotarem em seus estabelecimentos carrinhos adaptados a “crianças com deficiência” prevê multa a quem não cumprir a norma.

“O Executivo Municipal deverá estipular pagamento de multa. Que será regulamentada por meio de Decreto Municipal, para os casos de descumprimento da presente Lei”, diz o texto aprovado.

A norma, cuja elaboração é de autoria do vereador Jackson de Jesus (PROS), não tem especificações sobre os carrinhos de mercados. Mas há apenas registros fotográficos de carrinhos similares aos que seriam utilizados. Segundo o vereador, a ideia é não limitar a disponibilização de carrinhos a um só fornecedor. Assim não favorecendo ninguém que forneça o material. Então a fiscalização seria feita pelo município, porque que tem poder de polícia municipal para tal ação.

FISIOTERAPEUTA

Para o fisioterapeuta da Apae, Thiago Camargo Cianciardi, a medida merece ser discutida. Ele conta que não chegou a ter acesso ao completo conteúdo do texto. No entanto conta que a própria Lei de Acessibilidade Brasileira especifica normas para cada caso. Segundo ele, um carrinho de supermercados padronizado pode ter algumas ressalvas. “Será que a família tem orientação para utilizá-lo, ou os funcionários do mercado? A acessibilidade precisa ser discutida”, pontua. Ele aprova uma iniciativa do tipo, ressaltando, contudo, que sem especificações bem, discutidas tecnicamente, “a medida pode ocasionar um risco.

Thiago ressalta ainda porque da importância de se adotar mais medida. Para atender às pessoas com deficiência. Mas para ele há necessidade de treinamentos de funcionários dos estabelecimentos e até locais adaptados também a deficientes visuais. Lidando diariamente com diversas crianças com deficiência. O fisioterapeuta teme que se a lei não for específica suficientemente, pode não ter benefícios na prática. A lei entrará em vigor em 120 dias após a data de sua publicação, caso seja sancionada pelo prefeito Pedrinho Eliseu (PSDB). Fonte: Jornal Tribuna do Povo.

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