O jovem deu entrada no hospital no dia 28 de março de 2015 com diversos ferimentos na cabeça

No dia 29 deste mês (novembro), acontece no fórum de Araras (SP), o julgamento pelo Tribunal do Júri Popular, dos três suspeitos da morte de Rafael Henrique Mendes, conhecido como “Pacaim”, autor do assassinato do guarda municipal ararense Ademir Privatti, 54 anos, crime que que aconteceu em 2007, durante um assalto na Rodoviária Municipal de Araras Padre João Modesti.

Desisntendimento

No dia 21 de abril de 2015, Rafael que tinha 23 anos de idade, morreu após internação de aproximadamente um mês no Hospital São Luiz de Araras.

O jovem deu entrada no hospital no dia 28 de março com diversos ferimentos na cabeça e, desde então, estava internado em estado grave. As lesões do jovem ainda são um mistério, mas a polícia acredita que foi por conta de um desentendimento entre criminosos, já que o rapaz era envolvido com o crime desde sua adolescência.

Assassinato do guarda

Em 2007, ele tinha apenas 15 anos de idade e na companhia de um comparsa, decidiu realizar um assalto à uma das empresas rodoviárias, entretanto durante a ação criminosa o, ainda adolescente, atirou contra o rosto do guarda municipal Ademir Privatii, que na ocasião fazia o patrulhamento da área.

“Os dois jovens chegaram até o guichê da viação Danúbio Azul para pedir informações. Depois retornaram e anunciaram o assalto. Nesse momento o GM estava no local. Os assaltantes teriam se assustado com a presença dele e efetuado o disparo”, esclareceu a Polícia na época.

O guarda ainda foi levado com vida para o Hospital São Luiz após ser alvejado, entretanto, não resistiu ao ferimento e morreu. Na época do crime a Polícia identificou o suspeito, porém sua prisão não aconteceu, já que o suspeito teria fugido para outro Estado.
Se entregando

Em 2009, ele já era apontado pela Polícia como autor do tiro que matou o guarda, foi trazido a Araras para prestar depoimento no inquérito que apurava o crime.

Ele foi transportado primeiro de Rio D’Oeste/SC, onde teria se entregado à polícia, para uma unidade da Fundação Casa (antiga FEBEM) da região. O local exato.

Algemado, trajando bermuda de surfista, moleton e chinelos, com 17 anos, dizia que queria “pagar pelo crime e ficar em paz”.

O menor, dizia que havia se entregado porque teria dramas de consciência. “Eu ia tomar um copo de água e via o rosto do cara (Privatti) dentro”, disse na ocasião. “Eu não consigo dormir. Quero puxar minha cana (pagar a pena)”.
Embora aparentemente munido de boas intenções, o jovem havia se entregado há menos de um mês de completar 18 anos.

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