Tempo seco e calor favorecem focos de incêndio em Araras, SP

O impacto vai desde intoxicação a um possível acidente vascular cerebral (AVC).

O tempo seco e calor tem favorecido para novos focos de incêndio que vem sendo atendidos pelo Corpo de Bombeiros na cidade de Araras (SP). Além de destruir extensas áreas de vegetação nativa, os incêndios afetam a saúde da população.

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O impacto vai desde intoxicação a um possível acidente vascular cerebral (AVC). A fumaça e fuligem produzidas podem ocasionar, também, problemas como asma, conjuntivite e irritação dos olhos e garganta, apontam especialistas.

O neurocirurgião José Jr. Correia, ressalta que as queimadas, principalmente quando para descarte de lixo, acabam favorecendo o surgimento de fuligem, dióxido de enxofre, nitrogênio, ozônio e até ácidos aerossóis. 

“Prejudica a pele, a conjuntiva de crianças, vascularização sanguínea, aumentando a coagulabilidade e fatores de inflamações”, lista. “O mais comum são doenças pulmonares, enfisemas pulmonares, irritações, pneumonias e crises asmáticas. “Aumenta o índice de infartos, AVCs isquémicos, até de crescimento de aneuromistas tanto intracerebrais como extracerebrais”, aponta. 

Em crianças, os danos podem ser graves. O pediatra Guilherme Vernachi recomenda que, caso a criança apresente febre, tosse ou irritação na região nasal, seja levada a um médico pediatra. “O ideal é evitar a automedicação para que seja evitado um problema mais grave”, ressalta. A urgência é ainda maior no contexto de pandemia. A ida ao especialista proporciona o diagnóstico mais preciso.

Lei que proíbe queimar lixo com multa que pode chegar a R$ 2,7 mil

Os vereadores de Araras (SP) aprovaram por unanimidade, no dia 28 de maio de 2019, o projeto de lei que proíbe a prática de queimadas de todos os tipos de lixo na cidade.

Pela proposta aprovada, apresentada pelos vereadores Felipe Dezotti Beloto (PR) e Deise Aparecida Olimpio de Oliveira (PSC), fica proibido atear fogo em vegetações, lixo doméstico, lixo industrial, materiais orgânicos e inorgânicos e até em resíduos de limpeza de terrenos, entulhos e varrição de vias públicas.

Quem for flagrado fazendo queimada será encaminhado às autoridades e pagará uma multa que varia de R$ 1,5 mil a R$ 2,7 mil (60 a 100 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo – Ufesp), além de responder pelas sanções previstas nas legislações federal ou estadual, inclusive sendo responsabilizado pela reparação dos danos causados ao meio ambiente.

A lei também permite que qualquer pessoa possa denunciar queimadas sem necessidade de se identificar.