Teste com nova linhagem do ‘Aedes do Bem’ será em Indaiatuba, SP

Se a nova linhagem for liberada para fins comerciais, a expectativa é que a antiga seja totalmente substituída

Indaiatuba, no interior de São Paulo, será a cidade teste para a nova linhagem de mosquitos transgênicos, usados para combater doenças como a dengue, transmitidas pelo Aedes Aegypti.

As pesquisas são feitas pela Oxitec que mantém a soltura de insetos em Piracicaba, também no interior paulista, que foi a primeira do país a receber os chamados “Aedes do bem” em abril de 2015.

A diferença, é que agora, a linhagem de Indaiatuba apresenta uma evolução.

Os mosquitos transgênicos são machos que não picam e não transmitem doenças. Em um primeiro momento, ao cruzar com as fêmeas que são as transmissoras, geravam uma prole que morria antes de atingir a idade adulta, quebrando o ciclo da transmissão.

A nova linhagem, ao gerar prole, apenas as fêmeas morrem, mantendo os machos com genes modificados. Isso representa um ganho, já que serão mais insetos com objetivo de barrar a transmissão, como explica Cecília Kosmann que é coordenadora de Suporte Científico da Oxitec.

A nova linhagem do Aedes do Bem também reduz custos e otimiza a operação.

A liberação desses novos mosquitos para fins comerciais ainda não foi autorizada e os testes em Indaiatuba compõem o processo para que haja o aval. Serão 36 meses de avaliações com a soltura do “Aedes do Bem”, em pontos estratégicos do município, sem custos para a prefeitura, já que foi firmado um Acordo de Cooperação. O secretário de municipal de saúde, Jose Roberto Stéfani, vê a ação como um complemento às medidas já adotadas. Os novos mosquitos devem ser soltos até o final desse ano.

Em Piracicaba (SP), a efetividade no combate ao mosquito com o Aedes do Bem fez a prefeitura ampliar a soltura de cinco para 12 bairros. Juiz de Fora, em Minas Gerais, será a segunda cidade do país a receber os mosquitos da primeira linhagem, com solturas previstas para começar até o final deste ano. Nesses dois municípios, a prefeituras pagam pelo serviço, cerca de R$ 30 por habitante/ano.

Se a nova linhagem for liberada para fins comerciais, a expectativa é que a antiga seja totalmente substituída.