“Tinha muitos sonhos”, diz família de jovem de 19 anos morta por GCM em Rio Claro, SP

O guarda José Carlos Barros, de 52 anos, alegou disparo acidental e foi preso por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ele pagou fiança e foi liberado.

A notícia da morte da jovem Gabrielli Mendes da Silva, baleada em uma ação da Guarda Civil Municipal de Rio Claro (SP) no Jardim Panorama, gerou grande comoção e repercutiu nacionalmente.

Nas redes sociais, a estudante de enfermagem da FHO – Fundação Hermínio Ometto em Araras (SP), que tinha o sonho de trabalhar na área da saúde ajudando a sociedade e salvando vidas, recebeu várias homenagens.

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Ainda em choque pela perda precoce da filha, os pais relataram em entrevista ao Jornal Cidade, que esperavam a jovem chegar em casa, mas que isso não aconteceu: “Ela tinha pedido um Uber para vir embora. Ela não estava participando de aglomeração. Tinha ido na casa da minha cunhada, tia dela, e estava na esquina esperando o motorista chegar. Mas quem chegou foi o guarda atirando. Ele acha que é certo chegar atirando pela aglomeração no local e foi onde aconteceu essa tragédia”, relatou a mãe.

Sede da Guarda Civil Municipal é alvo de pedradas

Moradores arremessaram pedras durante protesto na sede da Guarda Civil Municipal de Rio Claro, na tarde de domingo (2). Ninguém foi preso. (Veja o vídeo da ação abaixo).

A ação aconteceu após o sepultamento da jovem Gabrielli Mendes da Silva, de 19 anos, que morreu após ser atingida por um tiro durante ação da GCM entre o final da noite de sábado (1º) e madrugada de domingo.

O guarda José Carlos Barros, de 52 anos, alegou disparo acidental e foi preso por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ele pagou fiança e foi liberado.